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Defesa de Daniel Vorcaro pede reunião com ministro do STF

O advogado Daniel Bialski solicitou audiência com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, para tentar uma terceira proposta de delação premiada

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Defesa de Daniel Vorcaro contesta alegação de fuga e solicita revogação da prisão
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master • Reprodução

O advogado Daniel Bialski, que assumiu recentemente a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, solicitou uma audiência com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal). O objetivo é retomar as negociações para uma terceira proposta de delação premiada do empresário, após duas tentativas anteriores terem sido rejeitadas.

Bialski foi contratado na última semana e passou a atuar ao lado de Sérgio Leonardo, que já estava na defesa de Vorcaro desde o início das investigações.

A chegada de Bialski à equipe é vista como um passo fundamental para a retomada das negociações de delação premiada. Uma conversa com o ministro André Mendonça é o primeiro movimento estratégico.

Nos últimos meses, a defesa de Vorcaro apresentou duas propostas de delação, mas ambas foram rejeitadas pela PF (Polícia Federal) e pela PGR (Procuradoria-Geral da República). As informações são do colunista Teo Cury, da CNN Brasil.

Investigadores e procuradores concluíram que as propostas não apresentavam ineditismo nos fatos narrados por Vorcaro, nem capacidade do ex-banqueiro de ressarcir os cofres públicos pelos prejuízos causados pelo esquema criminoso, além da falta de elementos que corroborem os fatos.

O primeiro "não" à defesa de Vorcaro foi dado no final de maio pela PF. Os integrantes da PGR, no entanto, seguiram negociando com os advogados do dono do Master, a despeito da rejeição inicial dos investigadores.

A segunda negativa da PF ocorreu cerca de três semanas depois, em meados de junho. Dias depois, a PGR também recusou a proposta apresentada pelo ex-banqueiro e seus advogados.

Após as seguidas negativas, o ministro André Mendonça determinou a transferência do empresário para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde está preso desde então. A defesa havia solicitado a transferência do empresário. Antes disso, a PF também pediu a transferência após recusar o acordo.

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