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Em meio a novas críticas a Israel, Lula tem encontro com secretário da ONU

Governo brasileiro chamou de ‘massacre’ as mortes de civis em um comboio de ajuda humanitária em Gaza e criticou a falta de ação da comunidade internacional

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Presidente tem uma série de compromissos internacionais onde deve tratar do conflito na Faixa de Gaza

A agenda de compromissos do presidente Lula na ilha de São Vicente e Granadinas, onde ocorre a 8ª cúpula de chefes de Estado e governo da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), inclui reuniões com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e Gustavo Petro, presidente da colômbia.

Os encontros ocorrem em meio a uma crítica contundente do governo brasileiro contra as ações de Israel na Faixa de Gaza. Nesta sexta-feira (01), O Ministério das Relações Exteriores emitiu um comunicado chamando de “massacre” o recente ataque na região que resultou na morte de civis que tentavam pegar comida de um comboio de ajuda humanitária em Gaza. A nota faz duras críticas ao governo israelense de Benjamin Netanyahu.

“Trata-se de uma situação intolerável, que vai muito além da necessária apuração de responsabilidades pelos mortos e feridos de ontem”, diz trecho da nota emitida pelo Itamaraty. “O governo Netanyahu volta a mostrar, por ações e declarações, que a ação militar em Gaza não tem qualquer limite ético ou legal. E cabe à comunidade internacional dar um basta para, somente assim, evitar novas atrocidades. A cada dia de hesitação, mais inocentes morrerão”, completa.

No encontro desta sexta-feira com Guterres, o presidente deve reforçar as críticas contra Israel e defender mudanças no Conselho de Segurança da ONU, que, de acordo com ele, só vai representar o mundo do século 21 quando tiver representantes de países latinos, africanos e em desenvolvimento.

Assim como fez o presidente brasileiro, Petro também fez duras críticas a Israel e chegou a acusar o governo de Netanyahu de promover um “genocídio”, comparando a morte de dezenas de palestinos que tentavam conseguir alimentos nos arredores da Cidade de Gaza, na madrugada desta quinta feira, ao Holocausto nazista na Segunda Guerra Mundial.

“Pedindo comida, mais de 100 palestinos foram assassinados por Netanyahu. Isso se chama genocídio, e também nos lembra do Holocausto, embora os poderes mundiais não gostem de reconhecer isso. O mundo deve bloquear [Benjamin] Netanyahu [premier de Israel]. A Colômbia suspende todas as compras de armas de Israel”, escreveu Petro no X, o antigo Twitter.

O governo isralenese ainda respondeu a crítica.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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