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Em audiência, servidores da MGI se mostram preocupados com possível federalização

Tema foi debatido em audiência pública nesta terça-feira na Assembleia Legislativa; oposição criticou condução do projeto por parte do governo Zema

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Possível federalização da MGI foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)
Possível federalização da MGI foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) • Willian Dias | ALMG

Servidores da MGI participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (23) para discutir o projeto de lei que prevê a federalização da estatal, apresentado pelo governador Romeu Zema (Novo). A proposta integra o pacote de medidas para adesão de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), do governo federal.

A audiência foi marcada por dúvidas sobre o futuro dos trabalhadores e da própria sede da empresa. O servidor Leonardo Carvalho, que atua na MGI há 16 anos, afirmou que a notícia da possível federalização surpreendeu a todos.

Presentes na audiência, o representante da Secretaria de Estado da Fazenda, Fábio Rodrigues Amaral, afirmou que a sede poderia ser mantida, desde que haja interesse por parte da União, mas não como condicionante para a federalização.

Já o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Frederico Amaral e Silva, disse que os servidores podem seguir alocados e trabalhando para a empresa controladora, mas, neste caso, a decisão final seria da União.

Após a audiência, os deputados prometem apresentar emendas ao Projeto de Lei de proteção aos servidores. O texto da federalização já recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça da Casa e será tema de uma nova audiência pública na Comissão de Administração Pública nesta quarta-feira (23).

Contexto da proposta

A federalização da MGI é uma das medidas que o governo Zema apresentou para tentar reduzir os encargos da dívida do estado. Hoje, Minas deve cerca de R$ 170 bilhões à União, e a meta do governo é abater 20% desse valor com a transferência de ativos estatais, conseguindo, assim, reduzir em dois pontos percentuais a taxa de juros aplicada.

O Propag prevê que estados devedores possam alongar o pagamento da dívida em até 30 anos, com juros limitados ao IPCA mais 4% ao ano. Com a adesão, a cobrança adicional poderia se restringir apenas à inflação. O prazo para Minas aderir ao programa junto ao governo federal termina no fim deste ano.

A MGI controla participações em empresas e, no ano passado, a estatal registrou lucro de cerca de R$ 250 milhões, com destaque para a fatia que detém em companhias como a Cemig.

O projeto de lei que trata da federalização da MGI foi protocolado em agosto na Assembleia. Antes, os deputados já haviam aprovado a federalização da Codemig e da Codemge, e agora discutem uma PEC que pode simplificar o processo de privatização da Copasa, retirando a exigência de referendo popular prevista na lei mineira.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.