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Em alegações finais ao STF, Anderson Torres nega ter cometido crime e pede absolvição

Torres afirmou que os atos de 8 de janeiro e as ações citadas na denúncia não tinham meios de tirar Lula do poder

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Anderson Torres será ouvido nesta terça-feira (8) por parlamentares da CPMI
Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (13), em suas alegações finais, que não cometeu crime. Ele pede para ser absolvido no processo que apura suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

Torres é réu no processo da tentativa de golpe de Estado, além de Bolsonaro e outros seis. Na manifestação entregue ao relator, ministro Alexandre de Moraes, a defesa diz que as acusações do Ministério Público Federal não têm “lastro probatório mínimo” e se baseiam em “insinuações e narrativas artificiais”.

Torres afirmou que os atos de 8 de janeiro e as ações anteriores, citadas pelo Ministério Público, não tinham condições de depor o presidente Lula, recém-eleito.

"A narrativa posta na denúncia, evidentemente, não teve potencial lesivo para depor o governo legitimamente constituído, que, em poucas horas e de forma articulada, expulsou os invasores", escreveu a defesa.

Prazo final

Acaba nesta quarta-feira o prazo para a apresentação das alegações finais por parte das defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros seis réus apontados como integrantes do “núcleo crucial” do inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O documento deve ser enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) até às 23h59. As alegações finais representam a última oportunidade para que as defesas dos réus reforcem seus argumentos aos ministros do STF antes do julgamento. Essa fase representa a parte final do andamento do processo.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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