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Zema diz que ‘prefere votar em copo’ à esquerda ao ser questionado sobre caso Master e Flávio

Presidenciável afirmou que a direita estará unida em eventual segundo turno, mas defendeu punição a envolvidos no escândalo independentemente do campo político

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Candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), durante sabatina à CNN Brasil • Reprodução/CNN Brasil

Durante sabatina da CNN Brasil nesta sexta-feira (4), Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência da República, foi questionado se manteria o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) caso o senador fosse implicado nas investigações envolvendo o Banco Master. O candidato respondeu que a direita estará unida em um eventual segundo turno contra um candidato de esquerda.

“A direita vai estar unida. Vai ser exatamente igual aconteceu no Chile há seis meses. Nós vamos estar contra a esquerda, qualquer que seja o candidato. Eu já falei: prefiro votar nesse copo que está aqui ao meu lado do que em um candidato da esquerda, principalmente se for do PT, que foi quem destruiu o meu estado”, afirmou.

Questionado novamente se permaneceria ao lado de um candidato de direita diante de uma eventual “forte implicação” no caso Master, Zema ponderou que eventuais envolvidos devem ser responsabilizados independentemente do campo político.

“Quem está na direita tem que ser punido também. Eu não sou favorável [a proteger] quem está envolvido. Se tem alguém do meu partido que está envolvido, graças a Deus não tem, que seja punido também”, disse.

Ataques a ministros do STF

Zema também subiu o tom contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar as revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Quem teve proximidade com o banqueiro bandido Vorcaro precisa se explicar. Eu, morando em Belo Horizonte, que é a cidade onde ele tem domicílio, onde nasceu, cresceu, estudou e tem família, nunca encontrei com ele. Ele sequer pediu audiência comigo”, afirmou.

Zema disse ser favorável à apuração das denúncias, mas afirmou que as informações atribuídas a Vorcaro devem ser analisadas “com reservas”.

“Eu sou o primeiro totalmente favorável a que se apure tudo. Agora, nós temos de ver com reservas essas informações que um bandido está passando. Ele, que já enganou tanta gente, será que não está querendo enganar mais uma vez?”, questionou.

Segundo Zema, enquanto Vorcaro não teria se aproximado de seu governo, em Brasília teria recebido tratamento diferente e, em sua avaliação, “Lá em Brasília estenderam um tapete vermelho para ele. Um ministro do Supremo se transformou em consultor jurídico do maior bandido do Brasil. É muito grave isso."

Na sequência, o candidato afirmou que ministros do STF teriam mantido relações com o ex-banqueiro. “Os culpados de verdade, que são os intocáveis, estão querendo falar agora que tem mais gente envolvida até para tentar amenizar o seu envolvimento até o pescoço, como três ministros do Supremo que pegaram carona nos jatinhos do banqueiro bandido, que fizeram contrato com ele de toda natureza. É necessário dar uma resposta para o Brasil”, disse.

Zema também usou o episódio para defender mudanças no Supremo. Ao mencionar um contrato envolvendo familiar de integrante da Corte, questionou a relação entre autoridades públicas e negócios privados. “As pessoas já são remuneradas. Por que têm de estar fazendo contrato de R$ 129 milhões para esposa? Já tem um senhor salário, já tem uma vida boa”, disse.

“Por isso que eu sou favorável a mudanças no Supremo e [a indicar] quem já tem 60 anos, quem tem realmente uma postura ilibada, um histórico intocável, que não foi o que aconteceu com várias nomeações”, completou Zema.

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Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público

 

 

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