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Zema nega sucateamento da Copasa e afirma que estatal foi usada para ‘politicagem’

Presidenciável atribuiu problemas recentes no abastecimento a anos de baixo investimento, defendeu a privatização da companhia e pediu prazo de até dois anos para avaliar os resultados

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Candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), durante sabatina à CNN Brasil • Reprodução/CNN Brasil

Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência da República, negou que a Copasa tenha sido sucateada durante sua gestão à frente do governo de Minas Gerais. A declaração foi feita durante sabatina à CNN Brasil, nesta sexta-feira (4). O ex-governador afirmou ainda que a companhia foi usada, no passado, para fazer “politicagem”.

O candidato foi questionado sobre problemas recentes no abastecimento de água em bairros de Belo Horizonte e sobre críticas da oposição de que a companhia teria sido enfraquecida antes do processo de privatização.

“A Copasa foi privatizada há 90 dias, mais ou menos. O que está acontecendo lá hoje, nesse momento, é fruto de anos e anos de investimentos baixos”, afirmou.

O processo de desestatização da companhia foi concluído em 16 de junho deste ano, em operação realizada na B3. A oferta movimentou R$ 8,3 bilhões e transformou a Equatorial, por meio da Gerais Saneamento, em investidora de referência da empresa, com 30% do capital.

Zema rebateu diretamente a acusação de sucateamento. Segundo o candidato, os investimentos em saneamento aumentaram durante o período em que comandou o governo mineiro. “Qualquer um pode acessar, ela é uma empresa de capital aberto, para ver que, na minha gestão, o investimento em saneamento em Minas Gerais foi multiplicado algumas vezes."

Em seguida, Zema utilizou a valorização das ações da companhia como argumento contra as críticas. “Como que uma empresa sucateada valoriza 300%? Eu vou querer esse processo de sucateamento para mim. Meu carro vai ser sucateado e vai valer três vezes mais. Olha só que ironia falar que a empresa foi sucateada”, disse.

‘Politicagem’

Zema apontou que os problemas estruturais da Copasa seriam anteriores à sua gestão e acusou governos passados de utilizarem a empresa para fins políticos.

“O que aconteceu em Minas no passado é que a empresa, como toda estatal, foi usada para fazer politicagem e os investimentos ficaram aquém”, afirmou.

O presidenciável defendeu a mudança de controle da companhia e disse que a nova administração deverá ampliar investimentos para atingir as metas de universalização do saneamento.

A lei que autorizou a privatização estabeleceu, entre as obrigações decorrentes da desestatização, o cumprimento das metas de universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, inclusive em áreas rurais e núcleos urbanos informais.

“Agora, com o controlador, deve ter a universalização do saneamento. É o que eu vou fazer no Brasil também”, afirmou Zema.

O candidato disse ainda que problemas de acesso à água e ao tratamento de esgoto permanecem presentes em diferentes regiões do país.

“Nós temos áreas no Brasil em que 80% da população ou mais não tem acesso à água potável, precisa pegar de improviso, poço, e isso é fonte de doença. Esgoto furado. Então o Brasil não conseguiu fazer essa lição”, declarou.

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Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público

 

 

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