Zema chama Motta e Alcolumbre de ‘políticos vendidos’ e diz: ‘Já passou da hora de trocá-los'
Na sabatina da CNN, candidato do Novo criticou Hugo Motta e Davi Alcolumbre, acusou os dois de tentar 'colocar panos quentes' em episódios envolvendo o STF e defendeu mudança no comando das Casas

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) chamou os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de “políticos vendidos” nesta sexta-feira (4), durante sabatina promovida pela CNN Brasil.
Questionado sobre como pretende construir uma relação com o Congresso Nacional caso seja eleito presidente e se considera que Motta e Alcolumbre têm condições de permanecer no comando das duas Casas, Zema defendeu uma mudança.
“Eu acho que já passou da hora de trocá-los. Na minha opinião, são políticos vendidos”, afirmou.
Na sequência, o presidenciável relacionou a crítica à postura dos parlamentares diante de episódios envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
“Daí o caso do Supremo e eles tentando colocar pano quente. Não são eles que vão resolver os problemas do brasileiro. Sempre dependeram de política, nunca ralaram como os brasileiros fizeram a vida toda, 95% dos brasileiros”, declarou.
Antes de atacar diretamente os presidentes da Câmara e do Senado, Zema diz ser contrário ao modelo de negociação política baseado no chamado “ao toma lá, dá cá, que é o que tem prevalecido no Brasil. Não foi o que eu fiz como governador”, disse Zema. Acrescentou que pretende estabelecer uma relação com o Legislativo baseada na apresentação de projetos considerados estruturantes.
O candidato citou como exemplo a relação que manteve com deputados estaduais durante o período em que esteve à frente do governo de Minas Gerais. Segundo Zema, mesmo sem uma base formada nos mesmos moldes de governos anteriores, foi possível aprovar propostas relevantes na Assembleia Legislativa.
“Quem acompanhou o meu trabalho sabe que eu conversei com todos os deputados estaduais, exceto aqueles que são da oposição e é difícil de conversar, e nós fizemos grandes avanços no meu estado”, afirmou.
Entre os exemplos citados pelo candidato está a privatização da Copasa, aprovada pela Assembleia Legislativa durante sua gestão. “Fizemos grandes avanços no meu estado. Aprovamos, com 60% dos votos da Assembleia, a privatização da companhia de saneamento, que é a Copasa. Credibilidade ajuda muito”, declarou.
Também afirmou que, caso chegue à Presidência, não pretende aceitar pressões políticas para proteger aliados ou familiares. “Primeiro, eu não vou ser vítima de chantagem, porque a minha vida já foi vasculhada, nunca encontraram nada e não vão encontrar agora. Isso já ajuda muito, porque o que nós tivemos ultimamente é presidente vítima de chantagem: quer proteger o filho, quer proteger alguém do partido, quer proteger amigo e fica cedendo”, alegou.
A estratégia, de acordo com Zema, seria negociar apoio parlamentar a projetos do governo e tentar direcionar emendas para programas considerados prioritários pela administração federal. “Eu quero levar para os parlamentares, a maioria é bem-intencionada, projetos estruturantes, como eu fiz no meu período como governador, projetos que vão melhorar a vida das pessoas."
"Falar: ‘Deputado, se você apoiar com as suas emendas esses projetos, eu também vou colocar uma parte do recurso, de forma a multiplicar o bem que você pode fazer’. Então isso é possível, mas é necessário ter um governo organizado, com bons projetos”, acrescentou.
Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público



