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Zema diz que falta experiência a Renan Santos: 'Sai dando tiro como metralhadora giratória'

Ex-governador de Minas Gerais afirma que Renan só está à frente de pesquisas realizadas pela internet que não representam o verdadeiro eleitorado brasileiro

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Pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo)
Pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) • Uarlen Valério/Itatiaia

Nesta segunda-feira (6), o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou o também presidenciável Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), ao comentar o cenário das eleições de 2026. O ex-governador de Minas Gerais diz que o adversário não possui experiência em gestão pública e, por isso, faz promessas não correspondem à realidade da administração pública. "Como não teve uma experiência na gestão pública, ele [Renan Santos] sai dando tiro como metralhadora giratória. Prometendo mundos e fundos", relatou Zema em participação recente em podcast.

Esta é a primeira candidatura de Renan a um cargo eletivo e o ex-governador de Minas Gerais diz aceitar com naturalidade, já que "estamos em uma democracia, todos têm o direito de serem candidatos". Mas, em relação ao desempenho crescente do oponente nas pesquisas de intenção de voto, Zema acredita que isso só ocorre pois são levantamentos realizados em plataformas digitais e que não refletem, na sua avaliação, o eleitorado brasileiro como um todo. 

"Me parece aonde ele tem destacado mais, são pesquisas feitas pela internet que tem um público muito diferente independente da amostra da população brasileira. Na hora que se pega outras pesquisas, o resultado costuma ser bem diferente", diz Zema, se referindo à última pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na última terça-feira de junho (30). Nela, Renan aparece com 7,8% das intenções, enquanto o ex-governador de Minas, com 2%. A metodologia criticada por Zema utiliza abordagem digital, convidando usuários a participarem do questionário enquanto navegam normalmente na internet, em dispositivos como celulares, computadores e tablets, com recrutamento direcionado por geolocalização.

Aliança por enquanto, não

Apesar das críticas ao pré-candidato do Missão, Zema adotou um tom conciliador ao falar sobre outro nome da direita, o ex-governador de Goiás, também pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (União Brasil). O ex-governador mineiro descartou uma aliança entre as duas candidaturas ainda no primeiro turno, mas acredita que ambos estarão no mesmo campo político em uma eventual segunda etapa da disputa.

“Não tem [chance de união antes do primeiro turno], até porque ele já está definindo o vice dele. Mas me dou muito bem com o Caiado, fui governador com ele por sete anos e meio. É uma pessoa do bem. Vejo que, no segundo turno, eu e ele vamos estar juntos no mesmo barco.”  

A hipótese de que a multiplicidade de candidaturas represente uma divisão na direita não é real para Zema. Segundo ele, a existência de mais de um candidato apenas amplia as opções do eleitorado desse campo político e não impede uma convergência em um eventual segundo turno.  

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.