Conheça a carreira política de Romeu Zema, pré-candidato à Presidência
Empresário e ex-governador de Minas Gerais, chegou ao poder em 2018 como estreante na política e agora disputa o Palácio do Planalto pelo Novo

Ex-governador de Minas Gerais, o empresário Romeu Zema (Novo) é pré-candidato à Presidência da República em 2026. Para concorrer, renunciou ao governo mineiro em 22 de março de 2026, transferindo o cargo ao vice, Mateus Simões (PSD).
Na disputa pelo Palácio do Planalto, Zema concorre no campo da direita e busca se firmar como principal nome da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. A candidatura será oficializada na convenção partidária, prevista para agosto.
Romeu Zema Neto tem 61 anos e nasceu em Araxá, no Triângulo Mineiro. É administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Do comando do Grupo Zema à política
Antes de se eleger, Zema construiu a carreira no Grupo Zema, conglomerado fundado pela família com atuação no varejo de eletrodomésticos, concessionárias de veículos e outros ramos. Comandou a operação da rede de 1991 a 2016, dois anos antes de disputar o primeiro cargo público.
Filiou-se ao Partido Novo em janeiro de 2018 e apresentou-se ao eleitorado como um nome de fora da política tradicional, com discurso de gestão privada, austeridade fiscal e redução do tamanho do Estado.
A eleição de 2018
Zema disputou o governo de Minas Gerais pela primeira vez em 2018. Com baixa intenção de voto nas pesquisas iniciais, Zema surpreendeu ao terminar o primeiro turno na liderança, com 42,73% dos votos válidos, à frente do senador Antonio Anastasia (PSDB) e do então governador Fernando Pimentel (PT), que buscava a reeleição.
No segundo turno, venceu Anastasia com mais de 70% dos votos válidos e foi eleito governador, em sua estreia na política. Tomou posse em 1º de janeiro de 2019.

A reeleição em 2022
Em 2022, Zema concorreu à reeleição e venceu ainda no primeiro turno, com 56,18% dos votos válidos. O segundo colocado foi Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte.
À frente do governo, pautou a gestão pela agenda de austeridade fiscal e atração de investimentos privados. Entre as medidas do período estão a adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal, voltado a estados endividados, e programas de desburocratização para empresas.
Trajetória partidária
Antes de chegar ao Novo, Zema passou quase duas décadas filiado ao antigo PR (hoje PL), legenda que deixou em 2018 sem ter disputado eleições no período. No Novo, alinhou-se à pauta econômica liberal que marcou os dois mandatos no governo mineiro.
A relação de Zema com o bolsonarismo passou por fases. Ele apoiou Jair Bolsonaro (PL) nos segundos turnos das eleições presidenciais de 2018 e 2022 e, ao mesmo tempo, fez críticas pontuais ao então presidente durante a pandemia de Covid-19, em razão de divergências sobre as medidas sanitárias.
A pré-candidatura em 2026
Impedido pela Constituição de disputar um terceiro mandato consecutivo como governador, Zema voltou-se para a disputa nacional. A renúncia em março cumpriu o prazo da legislação eleitoral, que exige que chefes do Executivo deixem o cargo até seis meses antes do pleito para concorrer a outros postos.
Na pré-campanha, Zema apresenta como principal vitrine a gestão fiscal de Minas e a agenda de atração de investimentos. Em um campo da direita que ainda disputa qual nome encabeçará a oposição a Lula, o ex-governador busca converter a trajetória de gestor em projeção nacional.


