TSE barra 14 entidades estrangeiras de observar eleições de 2026
Entre os grupos impedidos estão organizações ligadas ao partido espanhol Vox e a uma legenda ultranacionalista de Portugal; Corte autorizou outras missões internacionais

O Tribunal Superior Eleitoral negou pedidos de 14 entidades que pretendiam acompanhar as eleições brasileiras de 2026 como observadoras internacionais.
Entre as organizações barradas estão o Foro Madrid, ligado ao partido espanhol Vox, e a Alternativa Democrática Nacional, a ADN, de Portugal. Também tiveram pedidos rejeitados entidades como a Transparencia Electoral, da Argentina, e o Eurolat Global Democracy Forum, da Espanha.
Os observadores internacionais podem acompanhar diferentes etapas do processo eleitoral, desde a preparação das urnas até a votação, apuração e totalização dos resultados. Segundo o TSE, as missões têm como objetivo ampliar a transparência, contribuir para o aperfeiçoamento do processo eleitoral e avaliar o cumprimento das normas brasileiras.
O tribunal, por outro lado, autorizou a participação de organizações como a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia e o Carter Center. Ao todo, o TSE informou que receberá observadores e juízes internacionais de mais de 80 países e organismos multilaterais.
As decisões sobre o credenciamento ocorrem a poucos dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.



