Eleições de 2026 terão acompanhamento de organizações internacionais
TSE convidou sete entidades para observar os preparativos, a votação e a apuração do pleito

As Eleições Gerais de 2026 serão acompanhadas oficialmente por, pelo menos, sete organizações internacionais convidadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre elas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes (LEA).
Também participarão da observação a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).
Missões ainda estão em fase de preparação
As Missões de Observação Eleitoral (MOEs) ainda estão sendo estruturadas. O TSE informou que não foram definidos o número final de observadores, os locais que serão acompanhados e nem a data de chegada dos representantes ao Brasil. O cadastro está em andamento, com atenção à representação geográfica e à paridade de gênero.
Como funciona a observação?
As Missões de Observação Eleitoral acompanham diferentes etapas das eleições e produzem avaliações técnicas sobre sua organização e funcionamento. O trabalho começa antes do dia da votação e pode se estender até a confirmação das candidaturas eleitas.
Entre os pontos analisados estão o desenvolvimento dos sistemas eleitorais, a logística dos tribunais regionais eleitorais e das zonas eleitorais, além do cumprimento das normas que regulamentam o pleito. A legislação garante às missões acesso aos locais de votação, às seções eleitorais, às juntas de transmissão, à apuração e à totalização dos votos no TSE.
Em 2022, sete organismos internacionais e seis entidades nacionais participaram oficialmente da observação das eleições brasileiras.
Convidados internacionais
Governos ou organismos estrangeiros que não estiverem entre as missões oficialmente credenciadas poderão acompanhar o pleito por meio do Programa de Convidados Internacionais (PCI).
Criado em 2010, o programa promove visitas técnicas e exposições sobre a organização, o planejamento e a execução das eleições brasileiras. As atividades são realizadas antes e também no dia da votação.
Diferente dos convidados institucionais, as Missões de Observação Eleitoral podem reunir organizações internacionais, entidades da sociedade civil, governos estrangeiros e instituições de ensino superior com capacidade técnica reconhecida. O objetivo é avaliar a integridade do processo, a eficiência operacional e o cumprimento das regras eleitorais.
Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.



