Em vias de retornar à vida eleitoral, o ex-presidente da Câmara dos Deputados,
Cunha nasceu no Rio de Janeiro e construiu toda sua carreira como parlamentar no estado. Depois de ter se afastado da política em 2016 diante da condenação e prisão no âmbito da Operação Lava Jato, o carioca se aproximou de Minas Gerais e hoje
No vídeo publicado no Instagram, o ex-deputado definiu Minas Gerais como um estado síntese do Brasil por fazer fronteira com seis outras unidades federativas e comentou sobre como o resultado das eleições nas urnas mineiras reproduz com fidelidade os percentuais nacionais.
“Por que Minas Gerais? Por causa dos empreendimentos. Minas Gerais é um país e tem uma característica que nenhum outro estado do Brasil tem. É um estado que faz fronteira com seis estados. Está perto de Goiás, da Bahia, do Mato Grosso (do Sul), de São Paulo, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. A gente tem as características do Nordeste no Norte, as características de São Paulo no Sul. São tantas diferenças que o acontece em Minas acontece no Brasil”, afirmou.
Cunha prossegue sua argumentação dizendo que Minas perdeu relevância na política nacional. Em seu diagnóstico, o ex-deputado diz que a culpa pelo pretenso ocaso mineiro é do ex-governador Fernando Pimentel (PT).
“Minas no cenário nacional tem um papel muito maior do que o que ele exerce hoje. É o segundo colégio eleitoral do Brasil. Foi muito aviltado, a gente sabe disso. Os governos do PT aqui em Minas Gerais destruíram o estado, o que aconteceu com o governo do Pimentel aqui foi um desastre. Os municípios não recebiam ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), até o direito deles de contrapartida eles não recebiam”, declarou.
Em Minas, Cunha atua nos bastidores em busca de uma chance de retornar a Brasília. Enquanto isso, ele expande seus empreendimentos em solo mineiro, como sua rádio de música gospel.
O ex-deputado foi deputado federal pelo Rio de Janeiro por cinco mandatos consecutivos, entre 2003 e 2016. Em 2015, ele chegou à presidência da Câmara e se notabilizou por ter autorizado o processo de impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff (PT).
O carioca foi preso preventivamente em 2016 e condenado no ano seguinte pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A condenação foi