Eleições 2026: veja os senadores eleitos por Minas Gerais
Domingos Sávio obteve 24,21% dos votos, o que representa 4,9 milhões de votos, enquanto Marília Campos teve 19,44%, com 3,9 milhões

Minas Gerais elegeu Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) como senadores da República pelos próximos oito anos. A eleição foi neste domingo (4).
Domingos Sávio obteve 24,21% dos votos, o que representa 4,9 milhões de votos, enquanto Marília Campos teve 19,44%, com 3,9 milhões.
No total, foram 20.522.302 votos válidos em Minas Gerais. Cerca de 2,2 milhões de eleitores votaram em branco e 2,5 milhões anularam os votos.
Quem é Domingos Sávio
Domingos Sávio Campos Resende, de 69 anos, é médico veterinário formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O político nasceu em São Tiago, no Campo das Vertentes, e construiu a trajetória profissional e política principalmente em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado.
A carreira pública começou em 1992, quando foi eleito vereador de Divinópolis. Durante o período na Câmara Municipal, presidiu o Legislativo entre 1994 e 1996. Em 1996, foi eleito prefeito da cidade, cargo que exerceu entre 1997 e 2001. Antes e durante o início da carreira política, também atuou como médico veterinário e produtor rural e esteve à frente de entidades ligadas ao cooperativismo e ao setor agropecuário.
Ele teve uma passagem pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e teve quatro mandatos na Câmara dos Deputados. Essa é a primeira vez dele no Senado.
Quem é Marília Campos
Natural de Ouro Branco (MG), Marília Aparecida Campos tem 65 anos e é psicóloga formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Marília é a segunda mulher eleita por Minas Gerais para o Senado Federal em mais de 200 anos de história da Casa. A única mineira eleita anteriormente foi Júnia Marise, que ocupou uma cadeira no Senado entre 1991 e 1998. A chegada ao Senado encerra mais uma etapa de uma trajetória política construída principalmente em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde Marília foi prefeita por quatro mandatos.
Marília começou a trajetória política ainda nos anos 1980, ligada ao movimento sindical e à militância do Partido dos Trabalhadores. Participou do movimento estudantil em Uberlândia e participou da fundação do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Triângulo Mineiro. Na década de 1990, ela presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região por dois mandatos. A primeira eleição para um cargo público veio em 2000, quando foi eleita vereadora de Contagem.
Posteriormente, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em 2002. A experiência no Legislativo estadual foi seguida por uma mudança de escala na carreira política: Marília passou a disputar a Prefeitura de Contagem e foi eleita pela primeira vez para gestão do município em 2004. Na eleição seguinte, em 2008, Marília se reelegeu para o mesmo cargo.
Foi deputada federal por Minas Gerais em 2010 e, em seguida, teve dois mandatos seguidos como deputada estadual. Dois anos depois, em 2020, Marília voltou à Contagem e se elegeu como prefeita da cidade pela terceira vez. Seu último mandato à frente da gestão municipal se iniciou em 2024. Neste ano, renunciou ao cargo para disputar o Senado.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



