Itatiaia

Quem é Marília Campos? Conheça carreira de petista eleita a 2ª senadora mulher da história de MG

Ex-prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e ex-deputada estadual, Marília Campos, do Partido dos Trabalhadores, foi eleita com 3.921.073 votos milhões de votos neste domingo (04)

Por
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, concorre a uma vaga no Senado Federal.
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, concorre a uma vaga no Senado Federal. • Reprodução Redes Sociais

Marília Campos (PT) foi eleita senadora por Minas Gerais neste domingo (04), no primeiro turno das eleições de 2026. Com 99% das urnas apuradas, a petista tem 3.921.073 votos, o equivalente a 19,39% dos votos válidos. Natural de Ouro Branco (MG), Marília Aparecida Campos tem 65 anos e é psicóloga formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Marília é a segunda mulher eleita por Minas Gerais para o Senado Federal em mais de 200 anos de história da Casa. A única mineira eleita anteriormente foi Júnia Marise, que ocupou uma cadeira no Senado entre 1991 e 1998. A chegada ao Senado encerra mais uma etapa de uma trajetória política construída principalmente em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde Marília foi prefeita por quatro mandatos.

Relembre trajetória na política

Marília Campos começou a trajetória política ainda nos anos 1980, ligada ao movimento sindical e à militância do Partido dos Trabalhadores. Marília participou do movimento estudantil em Uberlândia e participou da fundação do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Triângulo Mineiro. Na década de 1990, ela presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região por dois mandatos. A primeira eleição para um cargo público veio em 2000, quando foi eleita vereadora de Contagem.

Posteriormente, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em 2002. A experiência no Legislativo estadual foi seguida por uma mudança de escala na carreira política: Marília passou a disputar a Prefeitura de Contagem e foi eleita pela primeira vez para gestão do município em 2004. Na eleição seguinte, em 2008, Marília se reelegeu para o mesmo cargo.

Após sair da prefeitura de Contagem, a petista foi eleita como deputada federal por Minas Gerais em 2010. E, em seguida, garantiu dois mandatos seguidos como deputada estadual, em 2014 e 2018. Dois anos depois, em 2020, Marília voltou à Contagem e se elegeu como prefeita da cidade pela terceira vez. Seu último mandato à frente da gestão municipal se iniciou em 2024. Em março desse ano, 2026, a petista renunciou ao cargo para brigar pela cadeira no Senado.

Marília Campos foi prefeita de Contagem por quatro mandatos, trajetória que se tornou uma das principais marcas de sua carreira política. À frente do município, ela construiu uma base política que posteriormente seria utilizada na disputa por outros cargos. Segundo a própria Marília, ao deixar a prefeitura, a administração havia alcançado 82% de aprovação, além de deixar R$ 1,9 bilhão em obras em execução.

A experiência como prefeita também passou a ser um dos principais argumentos utilizados por ela durante a campanha ao Senado. Em entrevista à Itatiaia, Marília afirmou que pretendia apresentar aos eleitores o trabalho realizado em Contagem como resposta às críticas direcionadas ao PT.

Campanha de 2026

Marília deixou a Prefeitura de Contagem para disputar uma das duas vagas disponíveis para Minas Gerais no Senado em 2026. Neste ano, cada eleitor mineiro poderia votar em até dois candidatos para a Casa. Durante a campanha, a petista destacou a experiência acumulada como prefeita e deputada e defendeu a ampliação da presença feminina na política.

Em agosto, ao falar sobre a disputa, Marília afirmou que queria ser a segunda mulher eleita por Minas para o Senado. Ela também destacou pautas relacionadas às mulheres, à autonomia dos municípios e à defesa das cidades.

A candidatura também foi marcada por uma parceria eleitoral com Áurea Carolina (PSOL), que disputou a outra vaga ao Senado. Marília defendeu a presença de mais mulheres na política e afirmou que as duas poderiam atuar juntas durante a campanha.

Por

Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

Belo Horizonte