Conheça a carreira política de Gabriel Souza, pré-candidato ao governo do RS
Vice-governador do Rio Grande do Sul e ex-presidente da Assembleia Legislativa entra na disputa pelo Palácio Piratini

O vice-governador Gabriel Souza (MDB) agora é pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. Escolhido pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para suceder Eduardo Leite (PSD), Gabriel tenta chegar ao Palácio Piratini após passar pela Assembleia Legislativa e pelo Executivo estadual, onde atua desde 2023 como vice-governador.
Souza nasceu em Porto Alegre, foi criado em Tramandaí, no Litoral Norte gaúcho, e é médico veterinário formado pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Também é mestre em Direito Empresarial e Cidadania, especialista em Gestão Pública e atualmente cursa doutorado em Administração Pública. Ao longo da formação, participou ainda de programas executivos na Universidade Harvard, na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Insper e no Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).
Filiado ao MDB desde os 16 anos, o pré-candidato iniciou a vida pública na juventude do partido. Antes de disputar eleições, foi assessor da Secretaria Nacional de Juventude, integrou o Conselho Nacional de Juventude da Presidência da República e ocupou o cargo de secretário municipal de Planejamento de Tramandaí.
Souza foi reeleito em 2018, sendo um dos principais nomes do MDB gaúcho. Durante o governo de José Ivo Sartori, foi líder do governo na Assembleia entre 2016 e 2018. Em 2021, assumiu a presidência da Assembleia Legislativa, conduzindo a Casa durante parte da recuperação econômica do estado após a pandemia.
A estreia nas urnas só veio em 2010, quando disputou cargo de deputado estadual e ficou na suplência. Nas eleições de 2014, o pré-candidato foi eleito para a Assembleia Legislativa e reeleito em 2018.
Durante o segundo mandato, Souza ficou conhecido como um dos principais nomes do MDB gaúcho. Foi líder do governo José Ivo Sartori (MDB) entre 2016 e 2018, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em 2021, assumiu a presidência da Assembleia Legislativa. No Parlamento, concentrou a atuação em temas ligados ao desenvolvimento regional, às universidades, à infraestrutura, ao agronegócio e à causa animal.
No ano eleitoral de 2022, inicialmente, Gabriel Souza foi lançado pelo MDB como pré-candidato ao Governo do Estado em 2022. Durante as negociações entre os partidos da base, porém, a legenda decidiu integrar a chapa liderada por Eduardo Leite, indicando Gabriel para a vaga de vice-governador. Venceram por no segundo turno com 57,12% dos votos válidos.
No cargo desde janeiro de 2023, o pré-candidato assumiu o Gabinete de Crise da região metropolitana de Porto Alegre durante a catástrofe climática de 2024, a enchente histórica que atingiu o estado. Souza também coordena o Gabinete de Projetos Especiais do governo estadual e já assumiu interinamente o comando do Executivo em diversas ocasiões, em viagens oficiais do governador.
O pré-candidato diz que a passagem pelo Executivo deu uma visão mais ampla sobre a administração do estado. O Rio Grande do Sul teria recuperado a capacidade de investimento nos últimos anos e agora precisa transformar esse equilíbrio fiscal em obras, desenvolvimento econômico e melhoria dos serviços públicos.
O que defende
A continuidade da atual gestão é um dos pilares da pré-campanha. Souza entende que o governo reorganizou as finanças estaduais e criou condições para um novo ciclo de investimentos. O próximo passo, segundo ele, é acelerar projetos capazes de aumentar a competitividade do Rio Grande do Sul.
As prioridades para o pré-candidato são as rodovias, ferrovias, aeroportos e portos, consideradas fundamentais para reduzir custos logísticos e ampliar a capacidade de atração de investimentos privados.
A reconstrução das regiões atingidas pelas enchentes de 2024 também ocupa espaço central nas propostas de Gabriel. Para o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Sul, o estado precisa ir além das obras emergenciais. Deve-se também investir em sistemas permanentes de proteção contra cheias, planejamento urbano e infraestrutura preparada para enfrentar eventos climáticos extremos.
Na saúde, defende a ampliação da regionalização dos atendimentos para diminuir o deslocamento de pacientes e fortalecer hospitais do interior. Na educação, para aproximar jovens às necessidades do mercado de trabalho, a aposta estaria na expansão do ensino técnico e profissionalizante.
A criação de um fundo constitucional para o Rio Grande do Sul, nos moldes dos existentes para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, também é um objetivo do pré-candidato. Gabriel acredita que o mecanismo permitiria ampliar investimentos federais em infraestrutura e acelerar a recuperação econômica do estado.
A sucessão de Eduardo Leite
Gabriel Souza entra na disputa como o nome apoiado por Eduardo Leite e pelos partidos que comandam o governo gaúcho desde 2019. A estratégia da campanha é mostrar que o trabalho iniciado nos últimos anos pode ter continuidade, agora sob uma nova liderança.
O cenário, no entanto, promete ser competitivo. Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e outros nomes da oposição também articulam candidaturas ao Palácio Piratini. Mas Souza pretende centrar a campanha na experiência acumulada no Legislativo e no Executivo. Para ele, conhecer o funcionamento da máquina pública e ter participado das principais decisões do governo estadual o coloca em condições de conduzir o próximo ciclo administrativo do Rio Grande do Sul.
Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.



