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Conheça a carreira política de Clécio Luís, pré-candidato ao Governo do Amapá

Pré-candidato comandou Macapá por dois mandatos e foi eleito governador no primeiro turno em 2022

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Clécio Luís governa o Amapá desde janeiro de 2023 e pretende disputar a reeleição pelo União Brasil • Geraldo Magela/Agência Senado

O atual governador do Amapá Clécio Luís (União) é pré-candidato à reeleição nas eleições de 2026. Ele é ex-vereador e prefeito de Macapá por dois mandatos e chegou ao Palácio do Setentrião após vencer a eleição estadual de 2022 no primeiro turno.

Eleito pelo Solidariedade, Clécio mudou de partido em janeiro de 2026 e ingressou no União Brasil, legenda comandada no estado pelo senador Davi Alcolumbre. Para a nova disputa, confirmou a manutenção do atual vice-governador, Teles Júnior (PDT) na chapa. 

Clécio é de Belém, no Pará, e formado em Geografia pela Universidade Federal do Amapá, com especialização em desenvolvimento sustentável e gestão ambiental, construiu a trajetória profissional e política no Amapá. Professor da rede pública, iniciou a carreira administrativa ainda jovem. Aos 26 anos, assumiu a Secretaria de Estado da Educação. Também participou da criação do Banco do Povo e presidiu a Agência de Fomento do Amapá, a Afap.

A primeira eleição ocorreu em 2004, quando o pré-candidato conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Macapá. Foi reeleito vereador em 2008. No Legislativo municipal, Clécio atuou em temas ligados à educação, à cultura, à preservação do patrimônio histórico e ao desenvolvimento urbano. Entre os projetos associados ao período está o Estatuto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Macapá.

Clécio iniciou a trajetória partidária no Partido dos Trabalhadores (PT), mas deixou a legenda e participou da fundação do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Antes de chegar à prefeitura, disputou o Governo do Amapá em 2006, sem ser eleito.

Foi em 2012 quando Clécio concorreu à Prefeitura de Macapá pelo PSOL. Terminou o primeiro turno na segunda colocação e avançou para enfrentar o então prefeito Roberto Góes, do PDT. No segundo turno, venceu. A vitória teve repercussão nacional por fazer de Macapá a primeira capital administrada pelo PSOL. 

Durante o primeiro mandato, o pré-candidato deixou o PSOL e ingressou na Rede Sustentabilidade. Nas eleições de 2016, disputou a reeleição por uma coligação que reunia partidos de diferentes campos políticos. Voltou a avançar ao segundo turno e derrotou o ex-senador Gilvam Borges (MDB). Ao concluir os dois mandatos consecutivos, deixou a prefeitura sem disputar outro cargo naquela eleição. Posteriormente, filiou-se ao Solidariedade e passou a participar da articulação para o governo estadual.

Clécio concorreu ao governo pela primeira vez em 2022. A candidatura pelo Solidariedade reuniu uma aliança ampla, formada por partidos como União Brasil, PDT, Republicanos, Progressistas, PL e a Federação PSDB-Cidadania. A coligação também recebeu o apoio de lideranças ligadas ao PT, apesar de reunir partidos adversários na disputa presidencial. Teles Júnior, do PDT, foi escolhido como candidato a vice. Clécio venceu no primeiro turno.

Na administração estadual, Clécio apresenta como prioridades a saúde, a educação, a infraestrutura, a segurança pública e o desenvolvimento econômico.Ele afirma que o governo ampliou a rede hospitalar, retomou obras paralisadas e investiu em novos equipamentos. 

Entre os projetos citados pelo pré-candidato estão a construção e reforma de hospitais, a criação de leitos especializados, a ampliação do transporte aeromédico e a implantação de um serviço estadual de telemedicina. Os dados representam o balanço apresentado pelo próprio governador.

Destaca também investimentos na recuperação e construção de escolas, incluindo unidades indígenas, além da instalação de internet e equipamentos tecnológicos na rede estadual. Segundo ele, o governo priorizou a recuperação da aprendizagem após os impactos da pandemia.

Na economia, o pré-candidato defende incentivos à indústria, à bioeconomia, à mineração e à produção agrícola e aposta na possível exploração de petróleo na costa do Amapá como fonte de investimentos e empregos.

Clécio sustenta que o estado deve preparar mão de obra local para trabalhar na cadeia de petróleo e gás. Para isso, cita programas de qualificação profissional e parcerias com universidades e institutos de ensino e afirma que novos incentivos fiscais contribuíram para a instalação de empresas e a expansão dos empregos formais.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.

 

 

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