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Conheça a carreira política de Maria da Consolação, pré-candidata ao Governo de MG

"Frente Minas Socialista" é a proposta de pré-candidata na primeira tentativa de chegar ao Palácio Tiradentes

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Maria da Consolação é uma mulher negra de pele clara com cabelos curtos, ondulados e castanhos e está emf rente ao viaduto Santa Teresa, em Belo Horizonte.
Maria da Consolação ainda não recebeu confirmação de PSOL para candidatura no Governo de Minas • Reprodução/PSOL

Diretora municipal do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Belo Horizonte e professora, Maria da Consolação Rocha (PSOL) é pré-candidata ao Governo de Minas Gerais nas eleições de outubro de 2026. Seu projeto para o estado leva o nome de "Frente Minas Socialista".

A candidatura, no entanto, ainda depende das definições internas do partido. Sob a presidência estadual de Iza Lourença, o PSOL discute a possibilidade de apoiar uma candidatura unificada da esquerda em Minas, em vez de lançar um nome próprio na disputa pelo Palácio Tiradentes. 

Uma das fundadoras do partido no estado, ela se apresenta como militante do movimento social, do feminismo, do sindicalismo e do ecossocialismo. 

Educação como caminho para a política

Consolação é de Belo Horizonte, nascida na "Vila dos Atrevidos", uma ocupação urbana no bairro Cachoeirinha e vem de uma família em que as avós não eram alfabetizadas e o pai, autodidata. Trabalhou como empregada doméstica dos 10 aos 15 anos para ajudar a pagar a escola.

Fez o magistério no Instituto de Educação de Belo Horizonte entre 1978 e 1980, enquanto trabalhava na faxina de uma igreja e depois no comércio, como balconista e office girl. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ingressou para o curso de Pedagogia, em 1982. Concluiu o mestrado em Educação na mesma universidade em 1996 e o doutorado na Universidade de São Paulo (USP) em 2009.

Atuou por 18 anos como professora na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), nos cursos de pedagogia e gestão. Antes disso, foram mais de 30 anos na Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte.

A militância começou pela Igreja Católica, no grupo de jovens da Paróquia São Pio X e na Pastoral da Juventude. Quando assumiu o cargo de professora na rede municipal, migrou para o movimento sindical da educação, onde integrou as diretorias do SindUTE e do Sind-REDE. 

Pré-candidata já tentou mandatos 8 vezes na política brasileira •
Pré-candidata já tentou mandatos 8 vezes na política brasileira •

Sua carreira na política brasileira começou no Partido dos Trabalhadores (PT), onde ficou até 2005. Neste mesmo ano, ajudou a fundar o PSOL por meio de coleta de assinaturas. Presidiu o partido nas instâncias municipal e estadual e esteve à frente da direção mineira entre 2019 e 2021. Nas eleições de 2018, pouco antes desse período, o PSOL elegeu Áurea Carolina para a Câmara dos Deputados e Andréia de Jesus para a Assembleia Legislativa.

Nas urnas, o histórico é de campanhas sem vitória. Candidatou-se à Prefeitura de BH em 2012 e 2016, tentou uma cadeira de vereadora em 2020 e 2024, concorreu a deputada federal em 2010, 2014 e 2018, e a deputada estadual em 2022. Em todas, não alcançou um mandato.  

O que defende Consolação para o Governo de Minas

A plataforma defendida pela pré-candidata tem bandeiras tradicionais da esquerda, como a ampliação dos direitos sociais e a redução das desigualdades, como a implementação da tarifa zero no transporte público, reforma agrária, políticas de moradia popular, investimentos em educação e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). 

 "A esquerda precisa apresentar uma proposta radical. Nós que defendemos a vida, o direito ao bem viver, a natureza e os direitos sociais precisamos estar juntos para apresentar esse projeto”, afirmou a pré-candidata em uma entrevista recente. 

O enfrentamento das desigualdades sociais, raciais, de gênero, territoriais e de classe, segundo a pré-candidata ao Governo de Minas, são pautas que andam juntas e não se separam. Como mulher negra que participou da articulação da Marcha Mundial de Mulheres no Brasil, hoje integra o movimento 8M Unificado.

Consolação critica a política de austeridade associada ao antigo teto de gastos e defende a ampliação dos investimentos públicos e sociais. É contra privatizações e também criticou a proposta de federalização da UEMG defendida pela gestão Zema.

Sobre a gestão que termina, classificou o governo Zema como um "projeto de destruição" do estado e de precarização dos serviços públicos. Ao ser questionada sobre algum legado positivo do ex-governador, respondeu de forma irônica, como alguém que "conseguiu juntar os movimentos sociais para fazer uma grande ação em defesa da saúde pública, da educação pública e das empresas públicas." 

No cenário do Palácio do Planalto, Consolação defende a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já realiza reuniões e caravanas pelo interior de Minas, mesmo enquanto aguarda as definições internas do PSOL sobre o papel do partido na disputa do executivo estadual.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.

 

 

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