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The Economist: finanças de MG estão em ‘ruínas’ e próximo governador terá que ‘cortar gastos'

O texto pontua que Minas é o segundo estado mais populoso do país, com 21 milhões de habitantes, e que as características sociodemográficas da unidade da federação espelham a diversidade social brasileira

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Cidade Administrativa, em Belo Horizonte • Leo Drumond / Agencia Nitro

As finanças de Minas Gerais estão em “ruínas” e o próximo governador terá que “cortar gastos drasticamente”. A análise é da revista britânica “The Economist”, que publicou uma reportagem, nesta terça-feira (16), analisando o estado como uma proxy do Brasil em ano eleitoral.

O texto pontua que Minas é o segundo estado mais populoso do país, com 21 milhões de habitantes, e que as características sociodemográficas da unidade da federação espelham a diversidade social brasileira.

Um dos argumentos usados pelos articulistas é que não houve candidato que venceu a disputa pela Presidência desde 1989 que não tenha ganhado, também, em Minas Gerais.

Além do problema com as finanças mineiras, o artigo destaca problemas com infraestrutura, falta de investimento público e alta polarização política – todos como forma de analisar, de forma ampla, o cenário político brasileiro.

A revista aponta que a principal causa do problema financeiro de Minas é o acúmulo de despesas com aposentadorias sem que haja financiamento adequado. Ainda, o texto pontua os altos juros que incidem sobre a dívida, o que limita investimentos e gastos não obrigatórios por parte do Palácio Tiradentes.

A The Economist lembra que não houve contração de novas dívidas com o governo federal durante a gestão de Romeu Zema (Novo) à frente do estado, mas pondera que o endividamento segue elevado, mesmo com alternativas para refinanciamento dos débitos como o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Em entrevista à publicação, João Gabriel Pio, economista-chefe da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), pontua que é “uma loucura” assumir a “bagunça” que são as contas do estado, além de afirmar que “quem assumir (o governo) não terá margem de manobra” para a gestão.

A Itatiaia procurou o Governo de Minas para comentar a publicação da revista britânica, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.

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