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Após polêmica com imagens de Lula e Flávio, Meta promete corrigir falhas em IA e preservar dados do WhatsApp

Em reunião com o TSE, empresa se comprometeu em corrigir falhas na IA para evitar desigualdade entre candidatos, preservar metadados de grupos políticos do Whatsapp que sejam alvos de investigações do tribunal e vedar impulsionamentos de propagandas eleitorais em moedas estrangeiras

Por, Brasília
Antonio Augusto/TSE

Representantes da Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, se comprometeram a aperfeiçoar ferramentas de inteligência artificial (IA) e preservar dados de canais de comunicação política no WhatsApp que sejam alvo de investigações da Justiça Eleitoral. As medidas foram discutidas em reunião, nesta quinta-feira (15), com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente da Corte, André Mendonça.

O encontro foi marcado pelo presidente da Corte após denúncias, que ganharam grande repercussão, sobre o  tratamento desigual do Meta IA entre os candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Usuários começaram a relatar que a ferramenta conseguia gerar imagens e cards eleitorais de Flávio Bolsonaro, mas recebiam mensagens de erro ao tentar produzir conteúdos, com o mesmo comando, mas que tivessem a imagem de Lula.O episódio levou a campanha petista a acionar a Justiça Eleitoral, alegando que a restrição prejudicava a divulgação de materiais do presidente durante o segundo turno e acusando a empresa de favorecer o adversário na disputa eleitoral.

Durante o encontro, realizado na sede do TSE, a empresa informou que trabalha desde a noite de terça-feira (13) no aperfeiçoamento dos filtros da Meta AI e que as falhas identificadas nesta semana atingiram as duas campanhas, não apenas a de Lula. Segundo a empresa, conteúdos considerados inadequados pelos sistemas de IA provocaram restrições na geração de imagens dos candidatos.

A Corte reforçou a necessidade de garantir "paridade de armas" na disputa eleitoral, para que as ferramentas digitais não favoreçam nenhum dos concorrentes e o eleitor possa exercer livremente seu direito de escolha.

Canais políticos no WhatsApp

Outro ponto discutido foi a utilização de canais do WhatsApp para mobilização de eleitores e divulgação de propaganda política. O tema repercutiu após a suspensão do canal "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), que reunia cerca de 4 milhões de integrantes.

A decisão da Justiça Eleitoral estabeleceu condições para o retorno do canal, como a verificação de cadastros, identificação dos administradores e adoção de mecanismos de moderação. Após a determinação, a campanha de Flávio Bolsonaro também registrou no TSE o canal "Tropa do Flávio".

A empresa informou que, conforme suas políticas, as mensagens publicadas nos canais do WhatsApp não são protegidas por criptografia de ponta a ponta. Mesmo assim, comprometeu-se a cumprir as determinações da Justiça Eleitoral, preservando os metadados das publicações de canais eleitorais que sejam objeto de processos e fornecendo essas informações mediante ordem judicial.

A medida busca garantir o acesso a registros que possam auxiliar na apuração de possíveis irregularidades, inclusive em conteúdos que tenham sido apagados ou alterados.

A Meta também se comprometeu a desenvolver estratégias para impedir eventuais impulsionamentos irregulares de propaganda eleitoral financiados em moeda estrangeira ou realizados por apoiadores.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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