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TSE orienta campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro a conter agressões e desinformação no 2º turno

O alerta é principalmente para orientar a militância a evitar conflitos nas votações do dia 25 de outubro; o TSE ressaltou que houve aumento de agressões, desinformação e exposição de dados pessoais

Por e , Brasília
Reunião entre representantes da campanha de Lula e Flávio Bolsonaro e ministros do TSE • Luiz Roberto/TSE

Em reunião com representantes das campanhas dos dois candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, o presidente e vice do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques e André Mendonça, e outros ministros, foi reforçada a necessidade de orientar as militâncias dos dois candidatos para evitar comportamentos que possam provocar confrontos no dia da votação, marcado para 25 de outubro.

A Corte Eleitoral alertou para o crescimento da desinformação, da exposição de dados pessoais e das agressões contra servidores da Justiça Eleitoral entre o primeiro e o segundo turnos das eleições de 2026. O cenário foi discutido durante uma reunião, que ocorreu na tarde desta terça-feira (13), no gabinete da presidência do tribunal.

A preocupação envolve a circulação de conteúdos falsos contra a Justiça Eleitoral, a divulgação de informações pessoais e os ataques direcionados a servidores responsáveis pela organização das eleições. Além disso, os representantes das duas campanhas foram convidados a acompanhar a apuração dos votos do segundo turno na sede do TSE, ao lado do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.

 

Aumento de processos eleitorais em 2026

No encontro também foi apresentado o dado sobre o aumento de judicialização na disputa presidencial. Nos nove dias seguintes ao primeiro turno, foi registrado pela Corte um aumento de 217,65% no número de processos eleitorais se comparado a 2022. Foram 162 processos de representação e direito de resposta, contra 51 no mesmo período de 2022.

O volume de processos levantou preocupações sobre o risco de decisões judiciais conflitantes e possíveis restrições ao debate entre os candidatos. As ações de representação e direito de resposta são utilizadas pelas campanhas para questionar supostas irregularidades na propaganda eleitoral e solicitar correções de informações consideradas ofensivas ou falsas.

Pela grande quantidade de queixas relacionadas à deepfakes, a Corte informou os candidatos que eles eseus respectivos vices poderão utilizar ferramentas para proteger suas imagens e vozes contra manipulações feitas por inteligência artificial (IA).

As parcerias foram fechadas para proteção de voz, por meio da ElevenLabs, e para proteção de imagem, que será feito pelo Copilot. Os interessados deverão procurar a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE para ter acesso às ferramentas.

Além dos ministros presidente e vice da Corte, compareceram os magistrados Marco Aurélio Bellizze e Estela Aranha. Pela campanha de Flávio Bolsonaro, participaram Maria Claudia Bucchianeri e Rogério Marinho. Já a equipe de Lula foi representada por Fernando Neves, Henrique Neves, Wellington Dias, Ângelo Ferraro, Edinho Silva e Miguel Novaes.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

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Jornalista pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pós-graduanda em política e relações internacionais na FAAP, atua na cobertura de Congresso Nacional e Judiciário na Itatiaia em Brasília. Ilustradora, também faz reportagens especiais de jornalismo em quadrinhos. Com passagens por CNN Brasil, SBT News, SBT Brasil e Correio Braziliense.

 

 

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