Nunes Marques dá 24 horas para campanha de Lula e Google apresentarem provas sobre supostas falas geradas por IA
Nunes Marques determinou que a campanha do presidente apresente provas das acusações; decisão ocorre a menos de duas semanas do segundo turno

O pedido na decisão foi justificado porque, segundo ele, a campanha de Lula não apresentou provas suficientes para sustentar as acusações. O ministro afirma que a petição não contém gravações do programa, registros das respostas produzidas pela ferramenta nem a identificação das declarações supostamente inventadas. Também não foi informado se o conteúdo foi gerado pela Visão Geral criada por IA, pelo Modo IA ou pelo Gemini.
"Nos autos, verifica-se que a petição inicial não veio acompanhada de nenhum documento destinado a demonstrar os fatos narrados, além do instrumento de mandato", escreveu.
Diante da falta de documentação, o ministro determinou o prazo para a coligação apresentar os elementos disponíveis que sustentem o pedido urgente, além de cinco dias para complementar a ação. O Google, por sua vez, deverá informar se tem conhecimento do episódio, se recebeu reclamações, quais providências foram adotadas e se possui registros das interações questionadas.
A proximidade do segundo turno das eleições foi apontada por Nunes Marques como justificativa para a urgência. O ministro destacou que as ferramentas de IA podem produzir respostas diferentes a cada consulta e que é necessário verificar se as supostas irregularidades continuam ocorrendo.
Somente depois das 24h é que o processo voltará para análise da Presidência do TSE, que decidirá se acata ou não as medidas urgentes solicitadas pela campanha de Lula.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



