Coordenador-geral da campanha de Lula acusa de 'censura' decisão de Nunes Marques por derrubar o canal digital
Para Edinho da Silva, a militância tem o direito de se comunicar, mobilizar e defender suas ideias; o canal tem quase quatro milhões de membros que entraram voluntariamente; Nunes Marques quer oficializar o espaço antes de autorizar a reabertura

Edinho Silva, coordenador-geral da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de censura após determinação, nesta terça-feira (13), da suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG). O dirigente afirmou que a decisão será contestada e teceu críticas à medida.
“Mais uma vez, censura um canal de um deputado reeleito que apoia o presidente Lula. André Janones criou o canal ‘Exército do Lula’ como forma legítima de expressão e mobilização da militância, que se inscreve voluntariamente para receber e compartilhar informações”, declarou Edinho.
Para o coordenador, a determinação representa uma restrição à participação política durante o período eleitoral já que atinge um grupo com cerca de 4 milhões de seguidores. Para ele, a militância tem o direito de se comunicar, mobilizar e defender suas ideias.
“A exclusão determinada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, impede a liberdade de expressão e o direito de organização e participação democrática, o que é mais grave, durante o período eleitoral”, afirmou.
Para Nunes Marques, o canal funciona como uma estrutura de comunicação da campanha petista, o que exige seu registro formal e permite responsabilizar a coligação por eventuais irregularidades.
Entenda o caso
Em nova decisão de Nunes Marques derrubou uma liminar do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o funcionamento do grupo. O presidente da Corte estabeleceu que, para voltar ao ar, a ferramenta deverá ser registrada na Justiça Eleitoral como meio oficial de comunicação da campanha de Lula.
A retomada poderá ocorrer em até 48 horas, após a regularização. O magistrado também determinou que a Meta acompanhe as publicações de canais de grande alcance para identificar conteúdos já proibidos judicialmente.
A disputa judicial começou após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) denunciar a suposta divulgação de notícias falsas pelo “Exército do Lula”. Uma análise técnica do TSE, no entanto, não encontrou as mensagens apontadas pelo senador, embora tenha identificado publicações apagadas ou editadas entre 25 e 29 de setembro.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



