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O que é “deepfake” e por que esta expressão ganhou destaque nas eleições de 2026?

Entenda o que está por trás dos conteúdos criados com inteligência artificial e quais riscos eles representam para a disputa eleitoral

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Uso de inteligência artificial no trabalho
Uso de IA nas eleições preocupa o TSE • Dragos Condrea/Magnific

Deepfake é uma tecnologia que usa inteligência artificial para criar ou manipular fotos, vídeos e áudios, fazendo uma pessoa parecer dizer ou fazer algo que nunca aconteceu. Nas eleições de 2026, o termo ganhou destaque diante da preocupação com o uso desse tipo de material para espalhar informações falsas e interferir na disputa eleitoral.

O tema foi discutido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (18), mas os ministros não chegaram a uma definição sobre o alcance das regras para o uso de IA nas campanhas.

Caso Bolsonaro no centro do debate

Um dos casos que chegaram ao TSE envolve um vídeo produzido com inteligência artificial e exibido durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A gravação reproduziu digitalmente Jair Bolsonaro declarando apoio ao filho. Como o ex-presidente está inelegível e não pode disputar eleições, o uso de uma versão digital para reproduzir sua imagem e sua voz levantou dúvidas sobre os limites desse recurso durante a campanha de 2026.

A Justiça Eleitoral também estabeleceu uma regra específica para o período próximo ao pleito. Nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas após o encerramento das eleições, ficam proibidas a publicação, a republicação e o impulsionamento pago de novos conteúdos artificiais que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoas públicas.

TSE firma acordo para combater clonagem de voz

Além das regras para a campanha, o TSE firmou um acordo de cooperação técnica com a empresa britânica ElevenLabs, especializada em geração e clonagem de voz por inteligência artificial.

A parceria prevê medidas para dificultar a criação não autorizada de versões sintéticas das vozes de candidatos e autoridades. O acordo também estabelece mecanismos para auxiliar na identificação de áudios suspeitos produzidos dentro da própria plataforma.

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.

 

 

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