Mansões e apartamentos de luxo: os imóveis declarados ao TSE pelos candidatos ao governo de MG
De apartamento de R$ 2,1 milhões em Nova Lima a casa financiada no interior: dados oficiais revelam os contrastes no patrimônio dos candidatos

A transparência exigida pela Justiça Eleitoral nas eleições de 2026 permite aos eleitores conhecer o patrimônio imobiliário detalhado de quem quer governar Minas Gerais.
De acordo com dados disponíveis no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos apresentam diferenças significativas na composição de seus patrimônios imobiliários.
As declarações incluem desde imóveis de maior valor até frações de propriedades recebidas por herança e imóveis adquiridos por meio de financiamento.
Uma regra importante para a compreensão dos dados, determinada pela Receita Federal, é que os bens devem ser registrados pelo valor histórico de aquisição ou de partilha na herança.
Por isso, lotes e casas adquiridos há muitos anos aparecem nas declarações com cifras substancialmente menores do que o praticado pelo mercado imobiliário atual. Confira o panorama imobiliário declarado por cada candidato:
Imóveis de luxo e heranças
-
Alexandre Kalil (PDT): É o candidato com a lista mais extensa. Dos mais de R$ 5,9 milhões declarados em bens totais, as propriedades representam cerca de R$ 3,1 milhões. A declaração possui 27 itens imobiliários, compostos em sua maioria por frações (12,5%, 18,7% ou 25%) de lojas, lotes e casas em Belo Horizonte (Bairros Funcionários, Venda Nova e Trevo) e em Cabo Frio (RJ). O item de maior valor individual é um apartamento no Edifício Parque Belvedere, na capital mineira, registrado por R$ 1,85 milhão.
-
Flávio Roscoe (PL): O empresário e candidato declarou R$ 2,25 milhões em bens imóveis. O montante está dividido em duas propriedades: um apartamento em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH, avaliado na declaração em R$ 2,1 milhões, e um conjunto de duas salas comerciais em Belo Horizonte (R$ 150 mil).
-
Mateus Simões (PSD): Dos R$ 3,1 milhões totais de patrimônio, pouco mais de R$ 2 milhões estão concentrados em três propriedades na capital mineira. O destaque financeiro é a fração de 50% de uma casa de alto padrão na Alameda Merano, declarada por R$ 1,78 milhão. Ele também possui fatias de 50% em dois apartamentos em Belo Horizonte.
Apartamentos, casas e lotes
-
Gabriel Azevedo (MDB): O candidato declarou R$ 1,32 milhão em propriedades. A carteira é composta exclusivamente por apartamentos em Belo Horizonte. São três imóveis no total: um avaliado em R$ 406 mil, outro de R$ 188 mil (adquirido com financiamento) e uma fração de 50% de um terceiro apartamento, declarado por R$ 733,8 mil (registrado com usufruto vitalício de terceiro).
-
Cleitinho Azevedo (Republicanos): O patrimônio imobiliário declarado pelo senador se resume a um único item de R$ 300.000,00. Trata-se de uma casa no Bairro Jardim Betânia, no município de Divinópolis, que, segundo o registro oficial no TSE, encontra-se em processo de financiamento.
-
Patrus Ananias (PT): O candidato petista tem R$ 161.457,61 registrados em cinco propriedades. A lista inclui parcelas de 3,84% de uma casa no município de Bocaiúva e de um apartamento em Belo Horizonte, frações de 50% de uma garagem e de um apartamento na capital, além de 50% de um lote em Brumadinho.
Sem imóveis declarados
Os candidatos Indira Xavier (UP), Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU) declararam oficialmente à Justiça Eleitoral não possuir casas, apartamentos ou terrenos registrados em seus nomes.
Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.



