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Pablo Marçal terá agenda reorganizada após decisão de suspensão de candidatura pelo TSE

Campanha afirma que o Marçal ainda está disponível para entrevistas, mas pede que não sejam feitos debates ou que toquem em pautas eleitorais

PorBrasília
Pablo Marçal em campanha pela prefeitura de São Paulo, em 2024
Pablo Marçal em campanha pela prefeitura de São Paulo, em 2024 • MIGUEL SCHINCARIOL / AFP

A campanha de Pablo Marçal (PRTB) informou, por meio de nota, que vai reorganizar a agenda do candidato à presidência da República e que o empresário continuará disponível para entrevistas à imprensa.

“Reforçamos que a decisão não impede a livre atuação da imprensa, e Pablo Marçal seguirá disponível para entrevistas dentro da pauta editorial de cada veículo. Pedimos apenas compreensão para que não sejam realizados debates e pautas eleitorais neste momento, tendo em vista os termos expressos da decisão judicial”, reforçou a campanha nesta quinta-feira (20).

O posicionamento foi divulgado após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar, por unanimidade e em caráter cautelar, a suspensão de atos de campanha de Marçal até que a situação do registro da candidatura seja analisada pela Justiça Eleitoral.

A decisão do TSE também suspendeu o acesso de Marçal ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e ao Fundo Partidário, além da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e da participação do candidato em debates.

A equipe de Marçal informou, ainda, que recebeu as informações sobre a decisão por meio do corpo jurídico e que os advogados analisam quais medidas serão adotadas. Enquanto não houver uma orientação da defesa, a campanha irá rever a agenda desta quinta-feira. Não foi detalhado quais compromissos serão cancelados ou alterados.

Marçal registrou a candidatura à Presidência pelo PRTB no último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, em 15 de agosto, após receber liminar que autorizava o político a sair do União Brasil e retornar para a antiga legenda.

O pedido foi apresentado mesmo após o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manter a inelegibilidade do empresário, que se estende até 2032. A condenação está relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024. A defesa ainda tenta reverter a decisão na Justiça Eleitoral.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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