Marçal recebe liminar para voltar ao PRTB, mas continua inelegível
Pablo Marçal obteve liminar judicial para retornar ao PRTB, deixando o União Brasil. A decisão provisória, com efeitos retroativos a 4 de abril, o habilita para a disputa presidencial, apesar de sua inelegibilidade determinada pelo TRE-SP até 2032

O influenciador e empresário Pablo Marçal obteve uma liminar da Justiça que o autorizou a se desfiliar do União Brasil e retornar ao PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). A decisão foi tomada em São Paulo.
Filiado ao União Brasil em março deste ano, Marçal era cotado para disputar uma vaga ao Senado.
De acordo com a decisão do juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba, em São Paulo, a regularização provisória da filiação do influenciador à sigla tem efeitos retroativos a 4 de abril. No entanto, a decisão é provisória e pode ser revertida em instâncias superiores.
A data de 4 de abril permitiria, em tese, que Marçal disputasse a Presidência pelo PRTB, pois, segundo a legislação eleitoral, o candidato precisa estar filiado ao partido em que concorrerá ao pleito até seis meses antes.
Apesar da possibilidade de entrar na disputa, no começo deste mês o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou, por unanimidade, a inelegibilidade de Pablo Marçal até 2032.
Procurada, a assessoria de Marçal afirma que não há confirmação sobre uma possível candidatura.
O influenciador foi condenado, em fevereiro de 2025, por abuso de poder político e econômico durante as eleições municipais de São Paulo, em 2024.
Segundo o processo, o empresário promoveu a publicação massiva de vídeos curtos nas redes sociais "mediante a promessa de prêmios em dinheiro aos produtores de conteúdo com maior número de visualizações", o que configura "uso indevido dos meios de comunicação social, abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos de campanha".
No levantamento divulgado pela Genial/Quaest em julho, Marçal soma 9% das intenções de voto para o Senado por São Paulo e aparece tecnicamente empatado em segundo lugar com Simone Tebet (PSB), que tem 12%. Marina Silva (Rede) lidera, com 14%.
A reportagem entrou em contato com Leonardo Avalanche, do PRTB, pré-candidato à presidência, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto.
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