Campanha de Lula acusa Meta de favorecer Flávio Bolsonaro e envia novos testes ao TSE
Campanha de Lula pede medidas urgentes à Justiça Eleitoral para corrigir supostas desigualdades no uso da ferramenta Meta IA no Whatsapp para a divulgação de conteúdos

Segundo a coligação, a ferramenta recusou pedidos de criação de imagens eleitorais relacionadas a Lula, mas produziu materiais favoráveis ao adversário.
Os testes foram realizados na noite de ontem e, ao solicitar imagens relacionadas a Lula, a ferramenta teria apresentado a seguinte mensagem: "essa solicitação envolve conteúdo que não posso gerar conforme a regulamentação eleitoral brasileira". Enquanto isso, quando pedia o mesmo comando para Flávio Bolsonaro, a solicitação era atendida.Diante da situação, a campanha petista reforçou, nesta quarta-feira (14), o pedido urgente à Justiça Eleitoral para corrigir supostas desigualdades na divulgação de conteúdos antes do segundo turno, que será dia 25 de outubro. Para os advogados, os resultados indicam um possível tratamento desigual entre as candidaturas.
Os testes apresentados pela campanha, no entanto, não representam uma conclusão independente sobre o funcionamento da ferramenta.
A manifestação foi apresentada em uma ação antes do primeiro turno, no dia nove de outubro, contra a Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. O processo também reúne denúncias de redução do alcance de publicações de Lula e de seus apoiadores.
Entre os exemplos citados está um vídeo de Gabriela Prioli que, segundo a campanha, teve o contador de visualizações reduzido de 12,7 milhões para cerca de 1 milhão em menos de três horas. A coligação também questiona o alcance de vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), apoiador de Flávio Bolsonaro, que teriam registrado números superiores aos de perfis com mais seguidores.
Campanha pede medidas de urgência
A coligação apresentou um pedido de tutela incidental de urgência, que é uma solicitação para que a Justiça determine medidas imediatas dentro de um processo que já está em andamento, sem precisar esperar pelo julgamento definitivo. Na prática, a campanha quer que o TSE obrigue a Meta a interromper eventuais restrições consideradas injustificadas, retirar perfis falsos ou automatizados apontados na ação e compensar o alcance que as publicações teriam perdido.
A proposta é que a própria empresa pague pela redistribuição dos conteúdos, em volume equivalente ao dobro da audiência perdida, antes da votação. Os advogados também pedem multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 5 milhões.
O processo está sob responsabilidade do ministro Marco Aurélio Bellizze, que, em 10 de outubro, determinou à Meta a preservação de registros e a apresentação de esclarecimentos sobre as restrições denunciadas. Na manifestação apresentada nesta quarta-feira, a campanha afirma que o pedido urgente ainda não havia sido analisado. A defesa da plataforma já apresentou explicações no processo, incluindo o reconhecimento de um erro na desativação da conta de anúncios da campanha de Lula.
Campanha de Lula questiona uso de IA no Google
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



