Dino diz que projeção de votos favoráveis à sua indicação ao STF é 'tranquila e promissora'
Contudo, indicado por Lula para o Supremo disse que sabe distinguir o papel de juiz e o de político

Flávio Dino reconhece que a projeção de votos favoráveis à sua indicação para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é tranquila e promissora. Em entrevista a jornalistas na tarde desta terça-feira (12), ele disse que, a ele, só resta esperar o resultado da votação. A sabatina de Flávio Dino está marcada para começar às 9h desta quarta (13).
“Não tenho feito contabilidades, porque creio que é uma prerrogativa de cada senador decidir livremente o seu voto, mas tem uma projeção muito tranquila, muito promissora, eu diria. Mas, falta tão pouco tempo para que todos nós saibamos o resultado. (...) Cabe-me, neste momento, aguardar o resultado.”
Dino afirmou que sabe distinguir o papel de juiz e o de político. Atual ministro da Justiça e Segurança Pública, ele diz que sua missão é manter a harmonia entre os Três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário).
“Vai ser um momento também de esclarecimento de certos pontos que vêm sendo apresentados. Quero destacar nesse momento, sobretudo, uma questão: é claro que pela experiência pretérita, eu sei distinguir muito bem o que é o papel de um juiz e o que é o papel de um político. Tenho sublinhado essa distinção, uma vez que são Poderes diferentes. E, claro, se tiver a honra de receber amanhã a aprovação do Senado, levarei comigo o resultado dessas conversas e esse compromisso de ser um guardião, de ser um facilitador do diálogo entre os Poderes. (...) Não há dúvida que os Poderes são independentes, mas é preciso, neste momento, dedicar uma atenção especial à harmonia e é isso que eu tenho aqui dialogado. Essa será minha atitude amanhã nessa batida.”
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Dino desconversou sobre queixas que têm sido apresentadas sobre a dinâmica da sabatina. Simultaneamente, ele e Paulo Gonet (subprocurador indicado para a chefia da Procuradoria-Geral da República) serão questionados pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Na verdade, não é uma questão que caiba a mim decidir, uma vez que eu serei sabatinado no formato que a Casa decidir. Então, eu não tenho opinião, porque, qualquer que seja o procedimento, com certeza estarei à disposição de responder com muita serenidade, com muita nitidez, todas as questões que forem apresentadas.”
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



