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Dilma volta ao STF na tentativa de enquadrar Bolsonaro por injúria

Em 2014, petista foi chamada de 'cafetina'. Episódio ganhou repercussão em 2019. Abertura de queixa-crime foi negada pelo Tribunal de Justiça do DF

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Petista teve dois pedidos negados pela Justiça do Distrito Federal • Marcos Oliveira e Edilson Rodrigues/Agência Senado

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) negar a abertura de uma queixa-crime contra o também ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por injúria. O caso é relacionado a um episódio ocorrido em 2014 e que ganhou notoriedade em agosto de 2019.

Bolsonaro compartilhou um vídeo de um discurso feito quando ainda era deputado federal em que ele associa a petista e a Comissão da Verdade à cafetinagem. “Comparo a Comissão da Verdade, essa que está aí, como aquela cafetina, que ao querer escrever a sua biografia escolheu sete prostitutas. E o relatório final das prostitutas era de que a cafetina deveria ser canonizada. Essa é a comissão da verdade de Dilma Rousseff.”

Essa é a segunda vez que o caso passa pelo STF. A ação de Dilma contra Bolsonaro foi aberta logo depois do compartilhamento do vídeo, em 2019. À época, Bolsonaro era presidente da República. Dessa forma, o processo deveria correr no STF.

Ocorre que, em fevereiro deste ano, o relator do caso, ministro Luiz Fux, declinou da competência de julgar a ação porque Bolsonaro perdeu o foro privilegiado de presidente em 1° de janeiro.

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O pedido de Dilma, então, passou a correr na Justiça do DF. A petista, contudo, sofreu duas derrotas. Em setembro, o caso chegou a ser arquivado em 1ª Instância, mas Dilma apelou. Um mês depois, a 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal rejeitou o recurso.

Agora, a ex-presidente voltou a acionar o STF. Na segunda-feira (11), ficou estabelecido que Fux voltará a ser o relator do caso. Não há prazo para análise do pedido.

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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.