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Derrite apresenta parecer do PL Antifacção e tenta derrubar versão do Senado

Projeto de lei deve ser votado ainda hoje; Novo relatório mantém penas mais altas, reforça medidas patrimoniais e mantém CIDE Bets no texto

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O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do PL Antifacção
O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do PL Antifacção • Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O relator do PL Antifacção na Câmara, deputado Guilherme Derrite (PL-SP), apresentou nesta terça feira (24) um novo parecer que retoma o texto mais duro aprovado pelos deputados em 2025 e rejeita, em grande parte, o substitutivo elaborado pelo Senado. O relatório foi inserido no sistema legislativo por volta das 17h30, enquanto líderes partidários se reuniam na Câmara.

No documento, Derrite afirma que o texto relatado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) “enfraquece estruturalmente” o marco legal ao reduzir penas, retirar instrumentos de repressão e ampliar brechas interpretativas. A estratégia do relator da Câmara é manter como base o projeto aprovado pelos deputados no ano passado, incorporando apenas pontos pontuais negociados no Senado, especialmente nas áreas de financiamento e procedimentos investigativos.

O confronto entre os relatórios revela visões opostas sobre o endurecimento penal. Enquanto Alessandro Vieira defende que seu substitutivo organiza o sistema jurídico e combate o crime organizado com equilíbrio constitucional, Derrite sustenta que o Senado diluiu a proposta original ao abandonar o modelo detalhado de tipos penais criado pela Câmara. O texto dos deputados previa crimes específicos ligados ao chamado domínio social estruturado, com penas que poderiam chegar a 40 anos de prisão, enquanto o Senado consolidou um tipo penal mais amplo de facção criminosa, com pena base entre 15 e 30 anos.

Apesar das críticas, o novo parecer não descarta totalmente as mudanças feitas pelos senadores. Derrite incorporou dispositivos como prazos diferenciados de investigação, participação ampliada do Ministério Público e dos Gaecos, ajustes na Lei de Organizações Criminosas, regras procedimentais e a própria estrutura da CIDE Bets, que passam a integrar o desenho jurídico da Câmara.

O PL antifacção já consta na ordem do dia da Câmara dos Deputados desta terça-feira e pode ser analisado a qualquer momento, a depender da definição dos líderes partidários sobre o acordo político em torno do novo parecer.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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