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Deputado que indicou emendas investigadas pela Polícia Federal nega envolvimento em esquema de propina

Chefe de gabinte de Afonso Motta (PDT-RS) é um dos alvos de operação que apura desvio de verbas públicas para um hospital em Santa Cruz (RS)

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O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) • Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) negou envolvimento no suposto desvio de emendas parlamentares indicadas por ele. Segundo a Polícia Federal, que realizou uma operação nesta quinta-feira (13) para investigar o caso, o chefe de gabinete do gaúcho, Lino Furtado, estaria envolvido no esquema.

“De maneira nenhuma, eu nunca tive nenhuma relação que tivesse essa natureza ou esse tipo de envolvimento. Sempre com muita consideração e sabendo da necessidade desses hospitais, nós fizemos a indicação dessas emendas", afirmou o parlamentar a jornalistas.

Afonso Motta se reuniu na tarde desta quinta com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em Brasília. Após o encontro, o deputado gaúcho disse que o chefe da Casa demonstrou sua "solidariedade”.

Questionado por jornalistas, Afonso negou também que seu chefe de gabinete tivesse autonomia para indicar emendas ou que estivesse envolvido no esquema. “Não tem nada que envolva o nosso gabinete, que envolva o próprio Lino Furtado de envolvimento com relação a esse processamento e a essa formalização [das emendas]", disse.

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Entenda o caso

A Polícia Federal investiga o desvio de emendas parlamentares destinadas ao hospital Ana Nery, em Santa Cruz (RS). Dois servidores foram alvos da investigação: Cliver André Fiegenbaum, funcionário do governo estadual, e Lino Rogério da Silva Furtado, chefe de gabinete do deputado Afonso Motta.

Durante as buscas, os agentes da PF encontraram dinheiro em espécie em um dos locais investigados. O montante ainda está sendo contabilizado. A corporação também fez buscas no apartamento funcional de Motta em Brasília, onde Lino morava.

Segundo as investigações, parte do valor das emendas parlamentares destinadas ao hospital era desviada. Aproximadamente 6% dos recursos eram retidos como uma “comissão” pela captação dos valores, caracterizando um esquema irregular de desvio de verbas públicas.

Tanto Lino como Cliver foram afastados de suas funções por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A jornalistas, Afonso Motta disse que ainda não conversou com seu chefe de gabinete e afirmou que pode demiti-lo após a conclusão das investigações.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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