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Defesa de Flávio Bolsonaro pediu para que inquérito do 'Dark Horse' saísse da relatoria de Dino

Advogados do senador e candidato à presidência pediram para que investigação do caso fosse concentrada em André Mendonça

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O candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
O candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) • MAURO PIMENTEL / AFP

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu por pelo menos quatro vezes para o Supremo Tribunal Federal (STF) redirecionar a investigação sobre o desvio de emendas parlamentares para o filme Dark Horse, relatado pelo ministro Flávio Dino, para o ministro André Mendonça, relator do primeiro caso sobre a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os pedidos foram feitos entre os dias 13 e 29 de julho ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e ao próprio ministro Flávio Dino. Nos pedidos, a defesa do senador alega que Mendonça já era relator de outras duas petições sobre o financiamento do filme. Contudo, Dino já relatava ações sobre o uso suspeito de emendas parlamentares.

A defesa chegou a dizer que a designação de Dino como relator de um dos casos Dark Horse era uma “manipulação das regras”. “Caso tivessem sido protocolados de maneira correta, isto é, de forma autônoma e sem qualquer tentativa de manipulação artificial de competência, os requerimentos que deram ensejo à Petição nº 16.070 teriam sido inequivocamente distribuídos por prevenção ao Exmo. Min. André Mendonça”, diz um dos pedidos.

Documentos do caso, tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nessa sexta-feira (11), apontam que o senador Flávio Bolsonaro é investigado pelo financiamento do filme. Em julho, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para incluir o parlamentar no inquérito.

Segundo o portal Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com Vorcaro um patrocínio de US$ 24 milhões para a produção do filme. Pelo menos US$ 12,3 milhões teriam sido efetivamente pagos. A suspeita é de que parte do dinheiro teria sido usado para bancar as despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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