PF apura acesso indevido a investigações do Banco Master a partir de delegacia em Minas Gerais

A quebra de sigilo das investigações do caso Banco Master continua revelando novos desdobramentos. Documentos tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostram que a Polícia Federal investiga um possível acesso irregular a informações sigilosas da Operação Compliance Zero a partir da Delegacia da PF em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
Segundo o relatório, a suspeita surgiu depois que investigadores identificaram que dados internos da corporação, protegidos no sistema ePol, de uso exclusivo de policiais federais, teriam sido consultados de forma indevida. A partir disso, a PF abriu uma auditoria interna para rastrear a origem do acesso.
De acordo com os documentos, a investigação concluiu, até o momento, que a consulta partiu de um terminal localizado na delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora.
Linha do tempo da investigação
- 15 de setembro de 2025: investigadores identificam que Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo codinome "Sicário", enviou a Daniel Vorcaro uma captura de tela do sistema ePol.
- A imagem continha números de inquéritos e informações sigilosas envolvendo o próprio Vorcaro, o que levantou a suspeita de acesso indevido ao sistema da Polícia Federal.
- Diante da descoberta, a PF determinou uma auditoria interna para identificar de onde partiu a consulta.
- A auditoria concluiu, até o momento, que o acesso foi realizado a partir de um terminal da Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora (MG).
- A investigação busca agora identificar quem utilizou o sistema, como ocorreu o acesso e se houve participação de policiais ou ex-policiais.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.


