Vorcaro tenta terceira delação e defesa busca retomar negociação
A defesa busca restabelecer o diálogo com a Polícia Federal e com o ministro André Mendonça após duas tentativas frustradas

Interlocutores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro dão como certo o reinício próximo de um novo processo de colaboração premiada, após duas tentativas frustradas. A expectativa da defesa e de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) é de que uma nova proposta seja apresentada.
Segundo a coluna do jornalista Caio Junqueira, a equipe que defende o ex-banqueiro tenta restabelecer diálogo com a Polícia Federal (PF) para entender quais pontos ficaram vulneráveis na última proposta de delação premiada. Conforme noticiado, a PF rejeitou nova proposta de delação premiada dele em outra ocasião, e chegou a pedir a transferência do ex-banqueiro após a recusa.
O ministro relator do caso Master no STF, André Mendonça, também deve se reunir com os advogados nesta semana. O objetivo é buscar um recomeço nas negociações, pois a defesa de Daniel Vorcaro quer tentar novamente uma delação, buscando uma nova estratégia com o STF. Esta nova delação de Vorcaro cita autoridades e depende do aval de Mendonça.
A entrada em campo de Daniel Bialsky, como mostrou a CNN, tem por objetivo justamente reabrir essa possibilidade de negociação em Brasília. A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisam a nova delação e cobram provas para avançar no acordo. Esta nova delação de Vorcaro mira um acordo para possível prisão domiciliar.
Em paralelo, a defesa se prepara para o cenário em que a terceira proposta não se viabilize. Está em curso um amplo estudo do caso para mapear eventuais ilegalidades e irregularidades passíveis de questionamento judicial.
Um dos pontos analisados é a duração da prisão preventiva — Vorcaro está preso desde 17 de novembro de 2025. Outro é se todas as investigações devem permanecer no Supremo Tribunal Federal, já que nem todas envolvem autoridades com prerrogativa de foro. O futuro de Daniel Vorcaro pode depender de uma decisão da PGR sobre o acordo de delação, que ainda avalia delação após rejeição da PF.
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