Eleição ao Senado será mais disputada do que ao governo
Até agora são 15 nomes, nenhum ainda registrado junto à Justiça Eleitoral. O PDT em coligação com o PSDB ainda não anunciou candidaturas ao Senado. MDB de Gabriel Azevedo irá lançar Manuel Carvalho, vice-prefeito de Muriaé e Paulo Roberto, empresário do Triângulo Mineiro

A quatro dias da data limite para o registro, os partidos políticos já encaminharam à Justiça Eleitoral, em Minas, a documentação de quatro das onze candidaturas esperadas ao governo do estado; as chapas proporcionais de deputados estaduais de 18 partidos, que somam 542 nomes e as chapas para deputado federal de 20 legendas, integradas por 688 nomes.
Até este momento, nenhum candidato ao Senado Federal foi registrado. E tem explicação: além da candidatura ao Senado, partidos precisam apresentar dois suplentes para cada candidatura. E estão acontecendo trocas, de última hora, para acomodar composições, como, nesta segunda à noite, 10 de agosto: Toninho Andrada (PSD), ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) cedeu lugar para Ilce Rocha (PSD), ex-prefeita de Vespasiano.
Apenas o PDT em coligação com o PSDB ainda não definiu as candidaturas ao Senado. Encabeçada por Patrus Ananias, a chapa da Federação PT, PCdoB, PV, PSB e Psol Rede terá a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e a ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol).
No PL de Flávio Roscoe, o deputado federal Domingos Sávio é o único nome. Na coligação à reeleição do governador Mateus Simões, apresentou as candidaturas do senador Carlos Viana (PSD) e do influenciador Marco Antônio Costa (Novo), apelidado de Superman. Nessa mesma coligação do governador, a Federação União Progressista lançou Marcelo Aro (PP) em candidatura avulsa. E o Avante, terá Carlin Moura, ex-prefeito de Contagem.
O MDB de Gabriel Azevedo, vai formalizar em reunião da executiva estadual, nesta quinta, 13, as candidaturas ao Senado de Manuel Carvalho, vice-prefeito de Muriaé e Paulo Roberto (MDB), empresário do agronegócio do Triângulo Mineiro. Há outras seis candidaturas de legendas sem representação no Congresso. A UP apresentou Ana Luiza e Fidélis Alcântara. O PSTU, Jordano Carvalho e Victoria Mello. O PCDO, Sebastião Pessoa e a DC, Ramon Moreira.
A eleição ao Senado será mais competitiva do que a corrida ao governo de Minas. São quatro candidaturas até aqui com melhor desempenho, segundo apontam as mais recentes pesquisas de opinião. No campo lulista, Marília Campos. No campo bolsonarista, que emplaca a narrativa de controle da maioria do Congresso, há um congestionamento na disputa pelo voto orgânico: Domingos Sávio (PL), Carlos Viana (PSD), Marcelo Aro (PP) e Marco Antônio Costa (Novo), apelidado de Superman. O eleitor poderá escolher até dois nomes ao Senado Federal. E é exatamente o segundo voto de cada eleitor que poderá derrotar o candidato que recebeu o voto da primeira escolha.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora


