Eleições 2026: brasileiros no exterior começam a votar na Nova Zelândia e Austrália
Eleitores que vivem fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República; cerca de 918 mil pessaoas estão aptas a participar do pleito no exterior, representando pouco mais de 0,5% do total de eleitores brasileiros

A votação para brasileiros que vivem no exterior começou pela Oceania. A Nova Zelândia foi o primeiro país a abrir as urnas, às 8h no horário local deste domingo (4) — o equivalente às 16h deste sábado (3), pelo horário de Brasília. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 918 mil brasileiros com domicílio eleitoral fora do país estão aptos a votar em 2026.
O grupo está permitido a votar exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República. As seções no exterior funcionam das 8h às 17h de domingo (4), de acordo com o horário local de cada país, segundo o TSE.
As primeira seções foram abertas em Wellington, capital da Nova Zelândia, e na cidade de Auckland. Na sequência, começaram a abrir as seções na Austrália, onde os brasileiros podem votar em Sydney, Brisbane, Melbourne, Perth e Camberra.
- Datafolha: Lula tem 45% dos votos válidos no 1º turno; Flávio Bolsonaro, 42%
- Colina Virtual: monte sua lista de candidatos, salve a imagem e anote os números antes de votar
A votação fora do Brasil acontece em 134 países. Por causa dos diferentes fuso horários, o processo se estende por mais de 29 horas e termina apenas às 21h de domingo (4), pelo horário de Brasília, em seções localizadas no Canadá.
Como funciona a votação no exterior?
O eleitorado no exterior representa pouco mais de 0,5% do total de eleitores brasileiros. Nas eleições de 2026, aproximadamente 918 mil pessoas estão aptos para votar. O número cresceu mais de 30% em relação ao pleito de 2022, com cerca de 697 mil eleitores fora do país.
Mulheres são a maioria entre os eleitores brasileiros registrados no exterior, correspondem a 57% do eleitorado, enquanto os homens representam 43%. Neste grupo, 52% são solteiros.
A organização da eleição fora do Brasil é realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável pela chamada Zona Eleitoral do Exterior, em conjunto com o TSE e o Ministério das Relações Exteriores.
Urnas eletrônicas foram enviadas para garantir a votação dos brasileiro. A Rússia foi o único país que não recebeu os equipamentos neste ano, por dificuldades de logística aérea, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
As seções eleitorais no exterior são instaladas em embaixadas, repartições consulares ou outros locais definidos pela Justiça Eleitoral e pelas representações brasileiras. Pela legislação eleitoral, é necessário um mínimo de 30 eleitores aptos para a criação de uma seção no exterior.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



