Patrus diz que vai examinar privatização da Copasa e descarta venda da Cemig
Candidato do PT ao Palácio Tiradentes considerou 'lamentável' a privatização da Copasa, mas descartou qualquer ação radical para rever o processo de venda da estatal

O candidato do PT ao governo de Minas, deputado federal Patrus Ananias, descartou a privatização da Cemig caso seja eleito para comandar o Palácio Tiradentes a partir de 2027.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia, na manhã desta terça-feira (11), Patrus criticou a privatização da Copasa, mas avaliou que o processo foi concluído e disse que caberá ao futuro governador cobrar da empresa o cumprimento de suas obrigações.
Questionado se um eventual governo petista poderá representar a revisão da privatização da Copasa, Patrus afirmou que não será feito nenhum ato “atropelado”, mas que o contrato será examinado.
“Nós vamos examinar com cuidado. Sabemos da situação financeira do estado, tenho muito zelo com os recursos públicos, como tive na prefeitura e nos ministérios que participei. Na minha opinião, foi um retrocesso lamentável essa privatização, mas também não vamos fazer nenhum ato atropelado. Vamos conversar, ouvir e o primeiro passo é cobrar do setor privado, da empresa que assumiu, que cumpra bem seus deveres com a população de Minas. Que os serviços de saneamento básico sejam prestados e que as pessoas tenham acesso à água potável. Essa empresa tem que ser voltada para o bem comum, ela não pode visar apenas o lucro pelo lucro”, afirmou Patrus.
“E quero deixar claro que, como não foi privatizada, vamos defender com muito vigor essa grande empresa de Minas, legado de Juscelino Kubitschek, que é a Cemig”, finalizou Patrus.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.





