A CPMI do INSS ouve nesta quinta-feira (19), o CEO do C6 Bank Consignado, Artur Azevedo. Ele negou a prática de venda casada e afirmou que o banco seguiu todas as normas nas operações.
O depoimento ocorre após o INSS suspender novos empréstimos da instituição, com base em indícios apontados pela Controladoria-Geral da União de cobranças adicionais em contratos, o que teria impactado o valor recebido por aposentados e pensionistas.
Azevedo disse que o banco discorda da decisão e já acionou a Justiça para retomar as atividades. Ele também questionou a determinação de devolução de cerca de 300 milhões de reais aos clientes.
"Discordo veementemente da decisão do INSS, porque temos convicção de que não praticamos nenhuma irregularidade. Nós cumprimos, sempre rigorosamente, todas as normas estabelecidas. Estamos impedidos de ofertar novos empréstimos consignados pelo INSS e já recorremos ao Judiciário para restabelecer a operação", afirmou no depoimento.
A oitiva integra a fase final da CPMI, que concentra esforços na análise da atuação de instituições financeiras com maior volume de reclamações no consignado.