CPMI 8 de janeiro: General Dutra diz que Exército não era responsável por remover acampamentos
General Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que é ex-chefe do Comando Militar do Planalto, afirmou que a Secretaria de Segurança do DF foi acionada para retirar os manifestantes

O general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que chefiava Comando Militar do Planalto no dia 8 de janeiro, afirmou em depoimento à CPMI dos Atos Antidemocráticos, nesta quinta-feira (14), que o Exército não tinha a atribuição para a retirada dos manifestantes, que acamparam por 70 dias em frente ao quartel-general da tropa, em Brasília. O general afirmou que não cabia ao Exército fazer juízo de valor sobre as pautas de reivindicações e que o controle da legalidade das pautas poderia caracterizar abuso de autoridade. “As organizações militares possuem poder de polícia administrativa para atuar apenas em casos de crime militar. Nos demais ilícitos, o dever de atuar cabe aos órgãos de segurança pública em coordenação com as unidades militares responsáveis pelas servidões militares adjacentes aos quarteis”, detalhou. O general Dutra é investigado pelo Ministério Público Militar, que apura se houve falha de planejamento, negligência ou omissão.
A CPMI dos Atos Antidemocráticos entrou na reta final dos trabalhos. A relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA) detalhou na terça-feira (12) que o colegiado deve focar na oitivas de alguns generais do Exército, incluindo Augusto Heleno, que chefiou o gabinete de Segurança Institucional, o GSI, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, além do general Mauro Cesar Lourena Cid, que é pai do tenente-coronel Mauro Cid. A previsão é a de que o relatório da CPMI seja entregue no dia 17 de outubro.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.
