CPI do Crime Organizado aprova convites para governadores, ministros e chefes da PF
Comissão foi instalada nesta terça-feira; senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente da comissão

A CPI do Crime Organizado, instalada nesta terça-feira (4) no Senado, aprovou seus primeiros requerimentos para investigar a estrutura e a expansão de facções criminosas e milícias em todo o país.
Entre os pedidos aprovados estão convites para depoimentos de ministros, governadores, secretários estaduais e chefes da Polícia Federal (PF) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Por se tratar de requerimentos de convites, as autoridades não são obrigadas a comparecer. Ainda foram aprovados requerimentos de informações aos ministérios também.
Vieira propôs ainda ouvir os governadores de dez estados e do Distrito Federal, junto aos secretários de segurança pública. A seleção foi feita com base em critérios como índices de violência e presença de facções criminosas:
- São Paulo e Rio de Janeiro – bases territoriais das principais facções (PCC e CV);
- Amapá, Bahia e Pernambuco – estados com maior número de mortes violentas;
- Ceará e Alagoas – maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes;
- Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná – estados com menores índices de violência;
- Distrito Federal – por ser a sede do poder político e econômico do país.
Instalação da CPI
A comissão foi oficialmente instalada nesta terça-feira (4). O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente por 6 votos a 5, em disputa com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que ficou com a vice-presidência após acordo entre os parlamentares.
A CPI terá prazo inicial de 120 dias, prorrogável, e foi criada após a repercussão da operação policial que deixou ao menos 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



