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Bruno Dantas deixa TCU e Senado pode indicar Rodrigo Pacheco para vaga

Ministro renuncia o cargo após 12 anos de trabalho no tribunal; nome cotado para ocupar a vaga é o do ex-presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

PorBrasília
Se aprovada, medida valerá até mesmo para aqueles que possuem imóvel próprio na cidade onde trabalham.
Ministro do TCU, Bruno Dantas. • foto

O ministro Bruno Dantas oficializou, nesta segunda-feira (31), a saída do Tribunal de Contas da União (TCU). O pedido de renúncia ocorre após 12 anos na Corte e abre caminho para uma possível indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar a vaga.

No comunicado enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, Dantas afirmou que deixa o serviço público para se dedicar a "novos projetos" na próxima etapa da carreira.

A movimentação já era esperada. Conforme publicado pela Itatiaia no sábado (29), Dantas havia comunicado a colegas a decisão de antecipar a saída e também sinalizado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que deixaria o Tribunal. A cadeira ocupada pelo ministro é destinada a uma indicação do Senado.

Dantas pediu que a vacância do cargo produza efeitos a partir de 9 de setembro. Aos 48 anos, ele poderia permanecer no TCU até os 75, idade da aposentadoria compulsória.

"Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude", afirmou.

Na despedida, lembrou que acumula quase três décadas de serviço público e defendeu a rotatividade nos altos cargos do país como uma forma de fortalecer as instituições.

"As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir", declarou.

Dantas também destacou a importância do TCU para sua trajetória profissional e para o conhecimento adquirido durante a passagem pelo serviço público.

"Foi nesse tempo que aprendi quase tudo o que sei sobre o Brasil, suas instituições e o que significa, na prática, servir. (...) Convivi com vocês nos anos mais intensos da minha vida pública, e foi com vocês que aprendi o que é o serviço público em sua expressão mais nobre", afirmou.

O ministro também disse que pretende se dedicar a iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, à vida acadêmica e à participação no debate público. Dantas está no TCU desde 2014 e presidiu a Corte entre 2022 e 2024.

Dantas foi indicado pelo Senado para o TCU em 2014, quando tinha 36 anos. Em julho de 2022, assumiu interinamente a presidência do órgão e, posteriormente, foi eleito para comandar a Corte. Também presidiu a Organização Internacional das Instituições Superiores de Controle (Intosai).

A renúncia abre oficialmente uma vaga no Tribunal cuja indicação cabe ao Senado. O nome escolhido precisará passar pelo processo de aprovação no Congresso antes de tomar posse na Corte.

Pacheco é cotado para vaga no TCU

A saída de Bruno Dantas pode representar um novo destino político para Rodrigo Pacheco. O senador mineiro é apontado como um dos principais nomes para ocupar a cadeira e conta com o apoio de Alcolumbre para chegar ao TCU.

Desde o ano passado, Pacheco tem sido citado para diferentes postos na vida pública. O ex-presidente do Senado chegou a ser cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas não foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio provocou desgaste na relação entre Lula e Alcolumbre.

Nos últimos meses, o parlamentar também esteve no centro das articulações para a disputa pelo governo de Minas Gerais (MG). Em maio, porém, confirmou que não seria candidato nas eleições deste ano e afirmou que não pretendia voltar atrás na decisão.

Após desistir da candidatura ao governo mineiro, Pacheco sinalizou que poderia deixar a vida pública. Aliados, contudo, afirmavam que o senador via com simpatia uma eventual indicação para o TCU.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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