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PT busca novo caminho em Minas após desistência de Rodrigo Pacheco, diz Edinho Silva

Presidente nacional do PT afirma que partido negocia alternativas para construir palanque competitivo para Lula no estado em 2026

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Edinho Silva, presidente nacional do PT. • Anderson Barbosa | PT.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido vive um momento de redefinição estratégica em Minas Gerais após a decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) de não disputar o governo estadual nas eleições de 2026. Segundo ele, a desistência do ex-presidente do Senado abriu um novo cenário político que exige diálogo e reorganização das forças aliadas no estado.

Durante entrevista concedida nesta terça-feira (16), Edinho reconheceu que a saída de Pacheco dos planos eleitorais criou um desafio para o campo político que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas: “Minas Gerais, nós estamos vivenciando um impasse. Nós estávamos construindo a candidatura do Rodrigo. Infelizmente, o Rodrigo Pacheco desistiu da candidatura. É evidente que isso gera um impasse”, afirmou.

Segundo o dirigente petista, a prioridade da legenda agora é reunir lideranças políticas e partidos aliados para construir uma candidatura competitiva ao governo mineiro e garantir um palanque robusto para a campanha de reeleição de Lula. Edinho destacou que as conversas estão em andamento com diferentes setores políticos do estado e que o partido pretende ampliar o diálogo antes de definir os próximos passos: “Estamos dialogando com as lideranças de Minas para que a gente possa construir uma aliança e construir um palanque forte para o presidente Lula em Minas”, disse.

Candidatura de Alexandre Kalil dificulta composição, avalia dirigente

Ao comentar o cenário eleitoral mineiro, Edinho afirmou que o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que já anunciou intenção de disputar o governo estadual, segue um caminho próprio neste momento. Segundo o presidente do PT, a decisão de Kalil de lançar sua pré-candidatura limita a possibilidade de construção de uma frente mais ampla envolvendo diferentes partidos do campo progressista: “O Kalil quer construir a candidatura dele ao governo. No momento que ele se coloca como candidato ao governo, ele interdita composições, ele interdita outras alianças”, afirmou.

Apesar disso, Edinho ressaltou que mantém diálogo com o ex-prefeito e acredita que as forças políticas poderão voltar a convergir em um eventual segundo turno.

Enquanto as negociações avançam, o PT mineiro já aprovou internamente uma resolução que prevê candidatura própria ao governo estadual caso não haja consenso em torno de outro nome. De acordo com Edinho, a medida fortalece a posição do partido nas conversas políticas e amplia as possibilidades de negociação com outras legendas. O dirigente citou que as articulações envolvem partidos da base nacional do governo, além de outras siglas com presença relevante em Minas Gerais.

Durante a entrevista, Edinho também sinalizou que a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), deverá ser uma das principais apostas do partido para a disputa ao Senado em 2026. Segundo ele, a candidatura é tratada como prioridade dentro da estratégia eleitoral da legenda no estado: “Está definido. Temos muita convicção de que ela será senadora da República”, declarou.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.