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Brasil envia seis toneladas de vacinas e medicamentos à Venezuela após terremoto

Os insumos foram enviados sob temperatura controlada e a doação não compromete os estoques nacionais

PorBrasília
Esta vista aérea mostra edifícios destruídos após dois terremotos em Caraballeda, estado de La Guaira, Venezuela.
Esta vista aérea mostra edifícios destruídos após dois terremotos em Caraballeda, estado de La Guaira, Venezuela. • AFP

Alguns dias depois do terremoto que atingiu a Venezuela, o Governo do Brasil enviou, neste sábado (4), um carregamento com seis toneladas de ajuda humanitária ao país vizinho. Segundo o Ministério da Saúde, entre os itens estão 250 mil doses de vacina antirrábica canina e outras 100 mil doses de imunizantes contra a febre amarela.

Ainda segundo a pasta, as vacinas foram enviadas sob temperatura controlada e essa doação não vai comprometer os estoques de imunização nacional. Para o Governo Federal, a manutenção da vacinação no desastre contribui para prevenir a disseminação de doenças e reduzir o risco de mortes. Para isso, a Marinha montou um Hospital de Campanha, na região de La Guaira, que fica ao norte da capital Caracas. 

A carga carga também reúne medicamentos, insumos de saúde e equipamentos que estão sendo doados pelo próprio Ministério da Saúde, pela Marinha e também por um laboratório privado. O carregamento foi em um voo comercial, que saiu do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e seguiu direto para a capital venezuelana, Caracas, em uma operação coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores.

Dados das autoridades venezuelanas apontam que o número de mortos pelos terremotos na Venezuela passou de 2.900 neste fim de semana. Ainda há milhares de desaparecidos. O desastre destruiu 190 prédios e deixou mais de 16 mil feridos, a maioria na região costeira de La Guaira.

Até agora, o governo brasileiro já encaminhou para a Venezuela aproximadamente sete toneladas de medicamentos e insumos estratégicos, entre eles antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soros, seringas, luvas, máscaras, gazes, ataduras e até dispositivos para infusão.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.