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Sobe para 2.954 o número de mortos em terremotos na Venezuela; mais de 16 mil estão feridos

Tremor mais forte em 100 anos destruiu centenas de edifícios no norte do país; equipes de resgate brasileiras, incluindo bombeiros de Minas Gerais, auxiliam nas buscas

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Sobe para 2.954 o número de mortos em terremotos na Venezuela; mais de 16 mil estão feridos
RAUL ARBOLEDA / AFP

O balanço oficial de vítimas dos terremotos que devastaram o Norte da Venezuela no último dia 24 de junho subiu para 2.954 mortos e 16.592 feridos. Os dados mais recentes foram atualizados pelo governo provisório do país neste sábado (4) e divulgados pela agência AFP.

A catástrofe provocou uma crise humanitária severa na região litorânea. Segundo o ministro venezuelano das Comunicações, mais de 16 mil pessoas perderam suas casas e ao menos 856 edifícios foram completamente danificados ou destruídos. Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM), braço da ONU, aponta que o total de afetados pelos abalos sísmicos pode ultrapassar a marca de seis milhões de pessoas.

Maior desastre em um século

O desastre começou na noite de uma quarta-feira (24), quando dois terremotos sequenciais de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a costa norte do país. Os abalos foram classificados como os mais fortes registrados em território venezuelano em mais de 100 anos.

O estado de La Guaira foi o epicentro dos maiores estragos, mas a destruição também paralisou a capital, Caracas, e a cidade de Maiquetía. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal porta de entrada da Venezuela, sofreu danos estruturais e segue fechado por tempo indeterminado.

Na manhã da última segunda-feira (29), um abalo de magnitude 4,6 foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) a 27 quilômetros ao norte do balneário de Caraballeda, voltando a abalar as estruturas de Caracas e La Guaira.

Corrida contra o tempo e ajuda brasileira

O novo sismo ocorreu em meio a uma corrida contra o tempo. Equipes de resgate locais e internacionais trabalham ininterruptamente na tentativa de localizar sobreviventes sob a montanha de escombros deixada pelos prédios colapsados.

Uma força-tarefa internacional foi enviada à Venezuela para dar suporte à infraestrutura colapsada. O Brasil integra o esforço humanitário por meio de voos com mantimentos e o envio de especialistas. Entre os profissionais na linha de frente estão militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que já iniciaram as buscas por vítimas e o trabalho de resgate nas áreas mais críticas do litoral venezuelano.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.