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Bombeiros de Minas serão enviados a Venezuela para ajudar e missão após terremotos

A mobilização ocorre em resposta aos danos provocados pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que causaram o desabamento de edifícios

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CBMMG/Divulgação

Treze militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) vão integrar a força-tarefa brasileira enviada para apoiar as ações de busca, salvamento e ajuda humanitária na Venezuela após os terremotos que atingiram o país nesta semana. Os militares embarcam nesta sexta-feira (26).

A missão é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), responsável pela cooperação humanitária do Governo Federal. Além dos bombeiros mineiros, a equipe contará com militares dos Corpos de Bombeiros do Paraná e de São Paulo.

Os integrantes do CBMMG pertencem ao Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BEMAD), unidade especializada no atendimento a grandes ocorrências e operações em cenários de alta complexidade.

Atuação em áreas de maior impacto

A mobilização ocorre em resposta aos danos provocados pelos terremotos, que causaram o desabamento de edifícios, interrupção de serviços essenciais e centenas de mortes. As regiões de La Guaira e Caracas estão entre as áreas prioritárias para a atuação das equipes internacionais.

Os bombeiros brasileiros vão atuar em operações de busca e salvamento urbano (USAR, na sigla em inglês), com foco na localização e resgate de vítimas presas sob estruturas colapsadas.

Segundo o CBMMG, os militares seguirão preparados para operar com autonomia, levando equipamentos próprios e materiais específicos para missões em áreas de desastre.

Equipe especializada

A força-tarefa brasileira reúne profissionais especializados em busca e salvamento urbano, resposta a desastres, atendimento pré-hospitalar, gestão operacional, logística e apoio humanitário.

Entre as atividades previstas estão:

  • localização de vítimas em estruturas colapsadas;
  • escoramento emergencial de edificações;
  • corte e rompimento de estruturas;
  • elevação de cargas;
  • extração de vítimas;
  • atendimento médico inicial;
  • avaliação de danos;
  • georreferenciamento de áreas afetadas;
  • planejamento operacional e apoio à coordenação das equipes de resgate.

Operação com autonomia

Devido às condições encontradas nas áreas afetadas, a equipe viajará equipada com ferramentas de corte e rompimento, sistemas de iluminação, equipamentos de busca técnica, materiais para escoramento, dispositivos de comunicação e suprimentos logísticos.

O planejamento prevê que os militares tenham autonomia operacional durante a missão, considerando os riscos de réplicas dos terremotos, instabilidade das construções, dificuldades de acesso e interrupção de serviços básicos.

Experiência em grandes desastres

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a participação reforça a capacidade brasileira de atuar em missões internacionais de ajuda humanitária.

A corporação mineira já participou de operações de resposta a desastres em países como Moçambique, Haiti e Turquia, além de grandes ocorrências registradas em Minas Gerais e em outros estados brasileiros.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.