Brasil, Colômbia e México se opõem a tentativa de Maduro de judicializar resultado da eleição na Venezuela
Em novo comunicado conjunto, países pediram, novamente, verificação imparcial dos resultados que apontaram a reeleição de Nicolas Maduro; oposição questiona o resultado

Brasil, Colômbia e México assinaram um novo comunicado endereçado à Venezuela, onde cobram - novamente - a divulgação detalhada do resultado das eleições que, supostamente, confirmaram a reeleição de Nicolás Maduro. A vitória do presidente que está no poder há 11 anos é questionada pela oposição.
A nota, divulgada pelo Itamaraty, é assinada pelos ministros das Relações Exteriores de Brasil, Colômbia e México, que se opõem à tentativa de Maduro de ter o resultado da eleição chancelado pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. No comunicado, os países apontam que é papel do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) a divulgação dos resultados desagregados por mesa de votação.
Segundo o CNE, Maduro foi reeleito para um terceiro mandato com 51,2% dos votos, contra 44,2% de Edmundo González. A oposição alega que houve fraude no pleito e diz que a vitória foi de González por cerca de 70% dos votos.
O CNE ainda não apresentou os boletins de urna que detalham os resultados, e por isso tem sido cobrado internacionalmente. O Carter Center, que foi um dos únicos observadores independentes da eleição presidencial na Venezuela, apontou que Edmundo González venceu o pleito, conforme apontam os dados das atas eleitorais que foram coletadas individualmente nos pontos de votação.
Além de poucos países aliados, a vitória de Maduro ainda não foi reconhecida por nenhuma grande democracia.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



