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Aécio Neves diz que plano do PSDB é disputar o Planalto em 2030

Deputado federal explicou motivos de ter desistido de candidatura à presidência e afirmou que decidirá sobre disputa ao Senado em agosto

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Deputado federal Aécio Neves • Itatiaia/Reprodução

O deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, afirma que seu partido está se movimentando na eleição deste ano já de olho na disputa de 2030.

Em entrevista à coluna Dia a Dia da Política, publicada nesta segunda-feira (13), o parlamentar explicou os motivos de ter desistido de se lançar candidato à presidência da República e avaliou erros do PSDB nos últimos anos.

“Eu reassumi a presidência do PSDB com uma crença de que ainda existe no Brasil para um partido político programático, liberal na economia, inclusivo no social e responsável no fiscal. O PSDB se fragilizou nos últimos anos, mas foi o partido que mais cresceu na janela partidária. Tenho um propósito na presidência do PSDB. Acredito que nessa eleição ainda vamos ser reféns dessa polarização rasa que tomou conta da política brasileira. Passada essa eleição, temos uma avenida de racionalidade da política brasileira, meu papel é preparar o PSDB para liderar um processo até 2030”, explica Aécio.

Questionado sobre os motivos da decadência do PSDB nos últimos anos, Aécio aponta vários fatores, mas ressalta uma aposta da sigla em um “projeto pessoal” do ex-governador de São Paulo, João Dória.

“Uma sucessão de fatores. O fato de termos abdicado de ter uma candidatura própria em 2022 foi um deles. Um partido que nasce com um projeto nacional. Em 2022, o projeto de São Paulo, capitaneado pelo ex-governador João Dória, um projeto pessoal, se sobrepôs ao projeto do partido. O financiamento todo que o partido dispunha foi para São Paulo, não teve articulação para outros estados e tivemos um desempenho pífio”, diz Aécio.

“Em 2022, foi o momento da decisão mais equivocada que tomamos. Em 2018 tivemos a candidatura do Geraldo Alckmin, mas foi a eleição em que Bolsonaro surgiu como outsider. Alckmin teve um resultado muito ruim. Em 2022 eu defendi a candidatura do governador Eduardo Leite, São Paulo não quis, quis investir na candidatura ao governo de Rodrigo Garcia e nem para o segundo turno foi”, continua o deputado.

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