Boletim enviado ao STF registra falha temporária na tornozeleira eletrônica de Bolsonaro
Equipe técnica foi acionada após perda de sinal; relatório aponta que equipamento funcionava normalmente e atribui instabilidade à conexão com satélites

O boletim semanal encaminhado nesta sexta-feira (26), pela Polícia Militar do Distrito Federal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), registra que a tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma perda temporária de sinal durante o período de monitoramento.
Segundo o relatório, o alerta foi emitido pela Central de Monitoramento na noite de 19 de junho. Após a comunicação, Bolsonaro foi orientado a se deslocar para uma área externa da residência para facilitar a conexão do equipamento com os satélites.
Cerca de uma hora depois, uma equipe técnica compareceu ao local para realizar uma inspeção presencial. De acordo com os policiais, a estrutura da tornozeleira estava intacta, os indicadores luminosos funcionavam normalmente e, após o reposicionamento do monitorado, o sinal foi restabelecido. O relatório conclui que não houve prejuízo ao monitoramento nem necessidade de substituição do equipamento.
O documento também registra que Bolsonaro recebeu acompanhamento médico em três dias diferentes da semana, realizou uma sessão de fisioterapia e recebeu visitas de advogados e do senador Flávio Bolsonaro, autorizado na condição de advogado e, em outro momento, como familiar.
Outro registro inédito do boletim informa que, no dia 18 de junho, uma equipe da Polícia Civil compareceu à residência do ex-presidente para cumprir um ato de intimação. A diligência, porém, não foi realizada porque os agentes foram orientados de que qualquer medida dessa natureza precisa de autorização prévia do Supremo Tribunal Federal e deve ser comunicada ao Núcleo de Custódia da PMDF.
O relatório cobre as atividades de Bolsonaro entre os dias 18 e 24 de junho e faz parte da prestação periódica de informações determinada pelo STF durante o cumprimento da prisão domiciliar.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.


