Banco Master: ex-presidente do BRB é preso em nova fase de operação da PF
Operação Compliance Zero avança para quarta fase para apurar esquema de corrupção e lavagem de dinheiro com suposto envolvimento de agentes públicos

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Ao todo, os policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e em São Paulo.
Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa. O outro alvo da operação é o advogado Daniel Monteiro, preso em São Paulo.
Paulo Henrique já havia sido alvo da primeira fase da operação, em novembro do ano passado, quando foi alvo de busca e apreensão e acabou afastado do comando do banco. Na ocasião, o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, também chegou a ser preso.
BRB e o Master
O Banco de Brasília (BRB) passou a ser alvo de investigações após adquirir, entre 2024 e 2025, mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master - tudo isso sob a gestão de Paulo Henrique Costa. Segundo apurações da Polícia Federal, parte desses ativos seria considerada irregular ou de alto risco - os chamados “títulos podres” - o que pode ter provocado prejuízos estimados em pelo menos R$ 5 bilhões.
Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central rejeitou a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise. A operação previa a compra de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total da instituição.
Anunciado em março daquele ano, o negócio já enfrentava resistência no mercado financeiro, diante de questionamentos sobre o modelo de captação do Banco Master e a qualidade de parte de seus ativos. O Ministério Público Federal chegou a recomendar que o BRB comprovasse a lisura e a fidedignidade desses ativos antes de avançar na negociação, alertando para possíveis passivos ocultos e ativos inflados.
Com a rejeição do negócio e o avanço das investigações, o BRB passou a adotar medidas para recompor sua liquidez e seus índices de capitalização, ao mesmo tempo em que busca eventual ressarcimento judicial pelos prejuízos.
Outro lado
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio


