Medioli defende candidatura própria do PL para garantir palanque de Flávio em MG
Ex-prefeito de Betim pondera que senador Cleitinho já indicou que pode desistir de sua candidatura, o que deixaria Flávio Bolsonaro sem palanque no estado

O ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, avalia que o PL deve lançar uma candidatura própria para o governo de Minas Gerais para garantir que o senador Flávio Bolsonaro tenha um palanque no estado para sua candidatura ao Palácio do Planalto.
A possibilidade de uma chapa “puro sangue” do Republicanos, com o senador Cleitinho Azevedo e o ex-prefeito Luís Eduardo Falcão, foi discutida em um encontro com Flávio Bolsonaro durante sua passagem por Patos de Minas, na noite de quarta-feira (3).
Lideranças do PL apontaram que não há restrições ao nome de Falcão, mas avaliam que o partido ainda precisa estudar internamente o cenário, uma vez que tem nomes para indicar como vice e até para a cabeça de chapa. Na quarta-feira (3), Flávio Bolsonaro visitou o aeroporto de Betim, obra que foi iniciada por Medioli e fez vários elogios ao ex-prefeito.
Vittorio Medioli e o ex-presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, são os principais nomes cotados dentro do partido para compor a chapa de Cleitinho ou até encabeçar uma chapa do PL ao governo.
“Caso o Republicanos indique uma chapa puro sangue, acho muito arriscado para o Bolsonaro, já que o Cleitinho deixou claro que pode desistir (da candidatura ao governo). Se ele desistir em julho ou agosto, o PL se encontraria na situação paradoxal de deixar apenas um candidato da direita no páreo: Mateus Simões, que apoia Zema. Isso seria uma catástrofe para o candidato do PL, com a perda de milhões de votos em Minas”, avalia o ex-prefeito de Betim.
Em conversa com a coluna Poder em Minas, Medioli avalia que o lançamento de uma chapa própria do PL seria uma garantia de palanque forte para Flávio Bolsonaro em Minas e que a candidatura poderia convergir com o nome do Republicanos em um eventual segundo turno.
“As duas candidaturas, Republicanos e PL, podem correr em paralelo, sem ataques e convergindo no segundo turno das eleições para apoiar o candidato da direita que avança”, diz Medioli.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
